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Pérolas Penedenses: Castanha o artesão das artes boas, e arte da autodestruição

03/03/2012 por Fábio Santana
[caption id="attachment_15068" align="alignleft" width="225" caption="Pintura feita pelo artista Castanha"][/caption]

Não se pode falar em arte ou artesão em Penedo sem que se faça referência a um dos melhores artistas da atualidade. “Castanha o artesão das artes”!

Castanha, como é conhecido por todos tem o dom em suas mãos da pintura, do esculpir em madeira, pedra ou gesso, com a perfeição das perfeições.

Em todas as artes que desenvolve, Castanha se faz entre os melhores do país.

Pintura: o artista plástico tem telas pintadas por lugares que nem ele mesmo sabe. Pintou muros em Maceió, e por não se valorizar chega até mesmo a pintar faixas. Sem demérito algum para quem pinta faixa, mas Castanha, é um artista mais qualificado.

Escultura, o artesão já perdeu as contas de quantas fez. E, Castanha não faz qualquer escultura. Ele faz a escultura!

Estranhamente dotado por esses dons, pois Castanha não foi aluno exemplar de nenhum mestre das artes em Penedo, e com a sua pouca leitura – estudo – chegou ao lugar de destaque entre os artistas penedenses, ocupando importantes papéis no cenário nacional.

De tão promissor artista, Castanha já foi levado para a capital, São Paulo por alguém que entende das artes desenvolvidas por Castanha, onde lhe foram oferecidas condições plenas de trabalho, mas como o próprio Castanha afirma, a saudade da cachaça na terra amada o fez voltar. Tiro no pé, ou no próprio peito.

Para algumas pessoas espiritualizadas – espíritas Kardecista – Castanha pode se tratar de um caso visível de reencarnação. Algo discutível, porém com fortes indícios dessa possibilidade para quem crer no espiritismo de Allan Kardec.

Tudo se encaixa neste ângulo de visão: desenvolve artes com grande habilidade, sem grandes estudos ou ter frequentado grandes escolas de artes.

Quando frequentou aulas no Círculo Operário com os professores ali existentes – desde o Mestre Antônio Pedro – ao atual Mestre Claudionor Higino, Castanha não foi aluno dedicado. Mantêm-se irresponsável e irreverente até hoje.

O vício com a bebida o faz cair em total descrédito e o arrasta literalmente pelas ruas de Penedo, onde moram as pessoas que o aplaudem enquanto artista, o criticam pelo comportamento errado, e, o execra pelo comportamento completamente inadequado ao artista refinado e requintado que é o Castanha.

Não se trata de alguém dotado de maldade; Castanha é uma espécie de alma penada a vagar por entre os momentos do sucesso e o calvário da autodestruição.

Entretanto, se considerarmos apenas e tão somente o artista, estamos diante do ás da pintura e da escultura em pedra, madeira ou gesso.

Como também estamos diante do exemplo perfeito da reencarnação, se levarmos em conta os tópicos acima citados dentro da religiosidade permitida pelo livre arbítrio tão bem propagado pelo próprio Jesus Cristo: “Eu baterei a sua tua porta; se me convidares; eu entrarei e cearei contigo”!

Obs: Já cansei de dar conslehos ao Castanha, mas não deisisti de continuar aconselhar a quem considero na atualidade como Mestre das Artes de Penedo .

Por: Raul Rodrigues