Interdição do Matadouro

Interdição do Matadouro provocou efeito dominó em marchantes e demais comerciantes da área

Uso de EPIs e CIPA já foram implantados antes dessa ação

21/05/2014 por Por Raul Rodrigues
Crédito: Correio do povo de Alagoas

Em reunião na tarde desta terça-feira, 21, nas instalações da Casa de Aposentadoria, Centro Histórico de Penedo, o Procurador Geral do Município, Dr. Francisco Souza Guerra, com mais de cem trabalhadores que foram afetados pela interdição do Matadouro Público Municipal, e que representavam os mais de quatrocentos pais e mães de famílias que labutam de maneira direta na venda da carne bovina, suína, de ovinos e de aves, em função da Fiscalização Preventiva Integrada – FIP – composta pelos órgãos do Instituto do Meio Ambiente – IMA – e a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas – ADEAL – sob os auspícios do Ministério Público, que culminou na interdição do Matadouro Público Municipal.
A ação da FIP está correta e deve contar com o apoio da população por está consoante com a defesa dessa mesma população quanto aos cuidados necessários em relação aos alimentos consumidos pelos penedenses. Entretanto há quem discorde da interdição do Matadouro Público Municipal – que não é dos piores dos municípios alagoanos – por deixar sem perspectiva de renda mais de quatrocentos pais e mães de famílias, sem antes haver um ajuste provocado por um Termo de Ajuste de Conduta – TAC – tão usual em situação que agravem a vida das pessoas atinentes ao fato.

O próprio Procurador Geral do Município reconhece as falhas existentes no local que serve de abatedouro de animais de grande e médio porte em Penedo. Todavia discorda a medida imposta pelos técnicos que formam a FIP, oferecendo como solução imediata a contratação de um caminhão tanque para a remoção de todo o dejeto produzido na matança dos animais – atualmente jogado à Céu aberto – para um local apropriado para a desova desse material, causador de danos irreversíveis ao meio ambiente além de expor a população a uma contaminação.

Também seria compromisso do município a cumprir imediatamente a utilização da pistola pneumática(consertar) e da serra de peito(também consertar), além de pequenas exigências para que não venham a comprometer a saúde da população.

Para o Dr. Tico, PGM, deveria haver uma via de mão dupla entre a Prefeitura e Estado, que vive dias de eterna leniência em relação às obrigações do ente federativo para com Penedo, com prédios públicos estaduais caindo aos pedaços no centro e nas periferias da cidade.

A cobrança das duas licenças – IMA e ADEAL – é justa, mas não por meio de interdição do único local apropriado para o abate de todo o animal em Penedo, salientando-se ainda que o matadouro de Penedo, não acompanhou a modernização cobrada pelos novos tempos, mas também não se trata do pior matadouro de Alagoas.

“Aqui em Penedo temos veterinário atuando no referido abatedouro há 21 anos e as instalações não são das piores”. Disse o procurador.

A prefeitura está fazendo a sua parte fechando também o Mercado da Carne para que se evite o abate clandestino, porém ciente que é impossível se fiscalizar a um município das proporções de Penedo, o que seria um risco incomensuravelmente maior do que se atender às propostas acima colocadas como medidas paliativas em curto prazo, demandando-se um prazo maior para maiores adequações.

A remoção de todo rebanho abatido por semana em Penedo para os municípios de Arapiraca ou Coruripe – alternativa a ser proposta – implicaria em um aumento no preço da carne que inviabilizaria a quase totalidade dos comerciantes atuais. Além de exigir uma ampla fiscalização para se verificar a Guia de Transito de Animais – GTA – do Selo de Inspeção Estadual – SIE – ou o Selo de Inspeção Federal – SIF – o que permitiria a comercialização da carne em Penedo.

Os transtornos para marchantes e comerciantes de carnes só podem ser comparados ao desemprego de 400 famílias de uma só vez.

Ao final da reunião foi escolhida uma comissão de três representantes dos marchantes composta por Milton Madeiro, Marival Oliveira e Rodrigo aclamados pelas pessoas presentes para uma rodada de reunião com os representantes dos órgãos fiscalizadores da FPI na sede da Procuradoria Geral do Município, da qual ainda não recebemos informação sobre as deliberações acertadas entre as partes.
 


Fonte: Correio do Povo de Alagoas

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