09/02/2015 04:49 por Por Raul Rodrigues

Estivemos fora do ar; viajando pelo São Francisco que clama para não morrer.

Viagem foi para testar a instalação do novo motor do Catamarã feita por Mário Jorge e Otávio que ficou perfeita.

A convite dos companheiros de náutica Otávio da Vip Seguros e Mário Jorge Athayde da Escola Náutica passamos entre a noite de quinta e à tarde do domingo(08/02) navegando pelas águas do velho Chico. É uma experiência quase inenarrável.

O navegar da Catamarã Tio Budy com o seu novo motor é uma relação perfeita ente uma viagem segura, confortável e silenciosa, além de alegre pelas presenças dos já coitados e Jorge – conhecido como Jorge do Bradesco, na verdade Jorge da Vip – que ficou encarregado pela alimentação da tripulação. Deu para não deixar os embarcados perder peso. Esse não era o objetivo.

Mas voltando para o rio da unidade nacional, de setembro de 2014 quando subimos o mesmo trecho do Velho Chico já encontramos diferenças. Diferenças para pior.

Passamos por trechos que a largura do rio – parte navegável não tem amis que 60/70 metros. As croas e bancos de areia tomam conta de quase toda a extensão do rio em sua largura. É uma pena vermos água e vida sendo levadas para o abismo da lei do capitalismo.

Durante toda a viagem paramos em alguns pontos de apoio; o Bar da Dona Nice – “O Verão É Aqui” – em frente à cidade de Traipu foi um deles – onde mais demoramos. E por lá vivemos riquíssimas experiências entre o silencio da noite regado a uma boa e gelada cerveja e os diálogos de Jorge e Mário Jorge ao abastecer o Catamarã. Somente contando e explicando para se entender os fatos.

A viagem foi toda ela sem sobressaltos, a possibilidade de uma encalhada em um banco de areia ou croa é real e esperada. Menos na parte mais utilizada por nós embarcados – trecho compreendido entre o Povoado Saúde(Sergipe) e Penedo. Ali é área de visita dos pilotos todas as semanas.

Ainda em Traipu recebemos na noite de sexta para sábado a visita de Jackson – um dos maiores defensores do rio São Francisco, seu filho Jal e Júnior, proprietário da Marina de Traipu. A conversa foi de excelente nível, incluindo uma discussão acirrada entre as ideias sobre a eletrólise que prova a salinização das águas do fundo velho e cansado rio. Porém, nada que tirasse o elã da viagem, tanto que na manhã do sábado Júnior e Jal subiram o rio a nossa procura, encontro que aconteceu na tarde do sábado no Bar da Dona Nice em Traipu.

A aventura não poderia ter sido melhor. Tudo foi perfeito. Desde as peripécias movidas a cerveja ao retorno para nossas casas onde nossas famílias nos aguardavam.

A experiência de uma viagem assim nos proporciona ver imagens décanas - mulheres lavando roupas à beira do rio, a entrega do leite de gado ainda em baldes de ferro carregados por Jeques na beirada do rio aos compradores que transportam depopis em canoas, antigas construções nas fazendas ou sítios, novas edificações com suntuosa vista, e infelizmente a degradação promovida pelo homem ao rio que luta para sobreviver. A pesca tradicional ainda existe, mas é díficl de se vê. As antigas canoas de pescaria todas estão movidas á rabeta, e o gao à sombra das árvores a beira do Veho Chico denunciam a seca feroz.

Vejam imagens da viagem.


Fonte: Correio do Povo de Alagoas

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