Vice é sempre convidado. Nunca oferecido.

Reedição: Quantos vereadores de Penedo chegaram a vice-prefeito?

Efeito Derivan pode levar desespero a pretendentes a vaga de vice, ainda mais tão cedo para o poleiro quebrar.

11/12/2019 por Por Raul Rodrigues

Em toda a história da política penedense que atravessa os dois últimos séculos, XX e XXI, apenas dois vereadores chegaram à condição de vice-prefeito: Zé Machado e Israel Saldanha, sendo o citado presenteado com o cargo de prefeito – o Sarney de Penedo – em razão da “renúncia” do titular Alexandre Toledo que se “candidatou” a vice-governador na chapa de Téo Vilela, e de fato candidatou-se a deputado federal, conseguindo a primeira suplência por conta da lei eleitoral que elegia por partido e não pelos votos conquistados por candidato.

Várias foram as tentativas frustradas de um vereador ter seu nome lembrado e o compromisso cumprido para preencher a vaga de vice-prefeito. Zeca do Benedito em 1982 na chapa de Dr. Alcides Andrade, sendo de fato colocado como vice, Zé Alberto genro do Dr. Alcides Andrade, sendo tal escolha um erro Crasso na época, e para todas as épocas. Sogro e genro comandando a prefeitura? Apesar de esposo e esposa no caso de Rio Largo. É coisa de coronelismo.

Jorginho Seixas também foi candidato a vice de Moacir Andrade e depois tornou-se o candidato a deputado estadual de maior votação em Penedo, mas daí por diante só conseguiu ser convidado a cargos comissionados não sendo eleito para mais nada. Melhor foi a sua opção em concurso que lhe deu garantias de futuro. Corrigenda feita por observação de Robson Lessa, a quem agradecemos.

Depois, Derivan Thomaz pensou que seria lembrado em 2016 para compor a chapa na condição de vice-prefeito como representante dos povoados, e o pensamento não passou de pensamento. As velhas raposas não permitiram o crescimento de quem nasce na área pobre da política. Sem nome e sobrenome, vereador não passa de vereador.

Derivan Thomaz havia sido por duas vezes consecutivas – fato inédito na cidade dos trezentos e oitenta quatro anos de existência – o vereador mais bem votado do município, quebrando todos os paradigmas da política ainda dominada pelos senhores feudais da recente política em Penedo. Para se reeleger vereador depois de descartado pelas linhas imaginárias de quem pensa ser dono de Penedo, Derivan Thomaz teve que quebrar pedras com as mãos. Até a marreta de quebrar as pedras lhe foi tomada das mãos. Isto os políticos não assumem.

Agora, para as eleições de 2020 fala-se em nome de vereadores para composição de vice-prefeito em mais de uma chapa. Quem quiser perder o espaço na vereança que se arvore de candidato a vice-prefeito para ver o tamanho da serra pelada que terá que subir sozinho depois de descartados.

Vaga de vice-prefeito é para quem tem densidade eleitoral, respeito do eleitor, história política sem desastres, e nome ou sobrenome próprio. Dos outros é como asilo de idosos, somente serve para esperar a morte política chegar. A não ser que por trás da indicação derrotada haja uma Codevasf compensatória.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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