A Comissão do Ministério da Educação (MEC), formada para discutir mudanças nos cursos de jornalismo, fez na última sexta-feira (18/09), a entrega oficial do relatório ao ministro Fernando Haddad. A proposta sugere a separação da graduação em comunicação social, aumento da carga horária do curso, estágio obrigatório e supervisionado, além da criação de eixos pedagógicos.
O ministro ressaltou que mesmo o diploma não sendo obrigatório, a questão é pertinente. “Sendo ou não obrigatório, o curso deve passar por uma revisão de diretrizes. E não sendo obrigatório, torna mais importante a revisão diante da conexão estreita da profissão com a democracia, com a função de informar a população”, afirmou.
A proposta da comissão é aumentar a carga horária da graduação de 2,8 mil horas para 3,2 mil horas durante os quatro anos de curso. Desse período, a comissão sugere que 200 horas sejam de estágio obrigatório em veículos de comunicação. O relatório incentiva as universidades a firmarem convênios com as empresas de jornalismo. “Seria um estágio conveniado entre o curso em uma empresa. Podem ser até ligadas a faculdade, mas não podem ser projetos experimentais”, afirmou José Marques de Melo, que preside a comissão.
Segundo Melo, a proposta valorizará a graduação em jornalismo, formando profissionais mais bem preparados. “Os jornalistas que se formarem com essas novas diretrizes serão mais eficazes em relação às necessidades da sociedade e das empresas”, afirmou.
A proposta seguirá para o Conselho Nacional de Educação, mas ainda não tem data para aprovação. O relatório da comissão está disponível na página do MEC.