MPF/AL: prazo para demolir barracas de praia será definido após laudo da Defesa Civil
terça, 03.11.2009, 17:55 (GMT-3)

O prazo para demolição, em caráter emergencial, de barracas instaladas
irregularmente na praia da Sereia será definido após laudo a ser
produzido pela Defesa Civil de Maceió. Foi esse o entendimento a que
chegaram, na semana passada, Ministério Público Federal (MPF) em
Alagoas, Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Advocacia Geral da
União (AGU) e Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla) após
reunião com a Associação dos Barraqueiros e Amigos da Praia da Sereia
(Abaps), na sede da Procuradoria da República em Alagoas (PR/AL). Para
as demais barracas, o prazo para demolição é a segunda quinzena de
março de 2010.
Também foi definida a elaboração de um levantamento do número de
ocupantes das barracas. Trabalho a ser feito pela associação de
moradores do local em 20 dias. O levantamento será comparado com o
realizado há dois anos pela SPU, e depois disso os dados servirão de
base para um diagnóstico a ser realizado em conjunto com a Secretaria
Municipal de Planejamento. O estudo será apresentado, juntamente com o
laudo da Defesa Civil, na próxima reunião entre os órgãos, moradores e
respresentantes dos ocupantes de barracas, em 1º de dezembro, e será um
dos critérios utilizados para definir futuras demolições.
De acordo com o superintendete de Patrimônio da União em Alagoas, José
Roberto Pereira, ainda existem 21 construções em situação irregular na
praia da Sereia que precisam ser demolidas. Outras sete já foram
retiradas e algumas outras barracas desabaram em decorrência da ação do
avanço do mar. Segundo ele, caberá à Defesa Civil determinar quantas
estão em situação de desabamento iminente com risco para os ocupantes e
quantas foram efetivamente derrubadas pela maré. Os escombros dessas
construções serão retirados pela SPU, imediatamente, segundo o decidido
na reunião. Para o superintendente, a ocupação pelos comerciantes não
deve ser feita orla da Sereia, uma vez que o mar ainda vai avançar no
local.
A procuradora da República Niedja Kaspary chegou a sugerir as ruas
perpendiculares à orla marítima como alternativa de local para os
comerciantes instalarem seus quiosques e salientou que, em relação ao
projeto de reurbanização do local, tanto os ocupantes de barracas
quanto empresários italianos com negócios na praia serão tratados
igualmente pelo MPF. Desde 2007, tramita na PR/AL procedimento
administrativo para apurar a ocupação desordenada e danosa ao meio
ambiente na praia da Sereia.
Para o advogado da Abaps, Carlos Humberto, a intenção da associação é
apenas manter os comerciantes no local até a execução do projeto de
reurbanização pela prefeitura. Alegou ainda que uma decisão judicial
teria suspendido a sentença que determina a retirada das barracas,
impossilitando - até o julgamento do mérito - o trabalho de demolição
pela SPU. Informação refutada pelo procurador da AGU, Márcio Pereira.
Segundo Pereira, o efeito suspensivo não atingiria a questão específica
da demolição das barracas.
Projeto - O projeto de reurbanização da praia da Sereia inclui
não apenas a ocupação ordenada da orla, segundo afirmou o secretário de
Planejamento do município, Márzio Duarte Delmoni, mas também ações como
saneamento e desocupação de áreas de manguezal. Orçado em cerca de R$
14 milhões, o projeto está acima da capacidade financeira atual do
município, alegou o secretário. Ele salientou ainda que a elaboração do
projeto foi suspensa em razão do avanço das marés nos últimos meses.
Fonte: MPF
MPF
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