Na manhã desta quarta-feira, dia (30), uma discussão sobre a Festa do Bom Jesus dos Navegantes, uma tradição secular de nossa cidade, foi colocada para os penedenses de forma correta em sua reclamação, contudo sem a devida explicação para o fato em questionamento.
Trata-se do folder da divulgação dos festejos acontecidos sempre no segundo final de semana do mês de janeiro de cada ano. É necessário salientar que uma tradição não se trata de modismo, coisa passageira e de grande volume de adaptações. Entretanto, nos dias atuais festas de grande porte só acontecem em qualquer lugar deste nosso país à reboque dos patrocinadores. Isto é fato comprovado até mesmo por quem realiza pequenas festas como bailes ou formaturas.
Também é outro fato concreto que as prefeituras municipais do Brasil, sem exceção, tiveram seus FPM’s reduzidos e a de Penedo ainda teve retidos valores substanciais para pagamento de ações impetradas pelo INSS e que não tem outra saída a não ser pagar ou pagar.
Obviamente que a população não quer saber de desculpas, quer mesmo é festa! E, para isto, a Secretária de Cultura e Turismo Eliana Cavalcante teve que correr atrás de patrocinadores, dentre eles o Ministério da Cultura, que liberou valores na ordem de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) através do deputado federal Augusto Farias. Mas com a condição do evento ser o Festival de Tradições Populares patrocinando todos os eventos da festividade incluindo-se o Bom Jesus dos Navegantes. Logo, o folder deveria respeitar essa dinâmica, não sendo no folder permitido destacar a festa do Bom Jesus dos Navegantes e sim o Festival de Tradições Populares.
Esta é a razão para que não de destaque no panfleto a imagem do santo, mas com sapiência o artista que desenvolveu a marca, buscou colocar as identificações do santo no folder; o barco, as águas, as flores, a tonsura, e além de todos esses adereços nas duas laterais do panfleto existem duas fotos da imagem do Bom Jesus dos Navegantes.
O respeito às tradições à religiosidade foram tantos que foram confeccionados dois folder’s para não se misturar o religioso com o profano. Isto significa respeito!
Este fato não é a primeira vez que acontece. Em 2008 um dos organizadores da festa, Joaquim Reis de Santana, teve que refazer a arte do material para divulgação em dois dias para não perder o prazo e apoio do Ministério da Cultura. Portanto, não é necessário fazer uma “tempestade em um copo d’água”.
Houve falha quanto ao fato? Houve! Caberia uma nota explicativa ou entrevista nos meios de comunicação por parte da secretaria realizadora da festa antes de se distribuir o folder? Sim! Mas não por conta desta falha que se deve jogar pedras em quem está fazendo acontecer a duras penas uma das maiores festas do Baixo São Francisco. E a quem nunca errou que atire a primeira pedra!
Em última discussão, não será um folder quem determinará a qualidade da festa. Aguardemos e veremos o que o povo irá dizer.
Segue abaixo parte do texto do projeto apresentado ao Ministério da Cultura: