De acordo com o deputado Paulão, o projeto além de equiparar o salário dos procuradores do Legislativo com o dos procuradores de Estado, ainda permite que a Procuradoria Geral do Estado faça a defesa privada dos deputados estaduais. Ainda segundo o parlamentar, quando esse projeto chegou a Casa, ele cobrou um estudo financeiro, que de acordo com a Mesa Diretora foi feito, ressalta.
Paulão afirma ainda que a matéria também favorecerá a muitos procuradores que se encontram aposentados hoje. Segundo ele: ‘O que preocupa é saber que os procuradores de estado, poderão fazer a defesa dos deputados estaduais indiciados na operação Taturana, que não necessitarão mais contratar advogados, quando os procuradores deveriam realizar uma defesa pública’.
A ALE tem hoje dois procuradores efetivos e um procurador-geral que tem cargo comissionado. Com o projeto aprovado, os efetivos sairão dos R$ 9,6 mil e passará para R$ 17 mil mensais. O projeto deverá ser pauta da sessão desta quarta-feira (24) novamente, onde provavelmente será aprovado.
O deputado Judson Cabral (PT) aproveitou para lamentar a situação que se encontra hoje o Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (LIFAL). De acordo com o parlamentar o LIFAL que produziu para outros estados, está a oito meses sem produzir nada, isso é triste, lamenta Cabral. Além disso, o que está estocado pode se perder, devido ao prazo de validade. O Governo, não demonstra interesse em resolver o problema, ressalta. O parlamentar conclui pedindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Estaleiro Eisa
Também na sessão desta terça-feira, o deputado Alberto Sextafeira (PSB) se pronunciou utilizando a tribuna para chamar a atenção dos colegas deputados presentes quanto à informação em que dizia que Alagoas estaria na iminência de perder o estaleiro Eisa, que segundo o parlamentar já deveria ter iniciado sua instalação no município de Coruripe.
Segundo o deputado, ‘o Instituto do Meio Ambiente levou 180 dias para emitir um parecer sobre a obra, e pediu em seguida mais 60 dias para concluir todas as análises. Agora o serviço foi repassado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), desperdiçando todo o esforço do primeiro órgão. Teremos de recomeçar do zero, parar todo projeto, perder 6 meses é um baque’, ressaltou o deputado. Completou ainda dizendo que o estaleiro irá gerar cinco mil empregos diretos. ‘Precisamos designar uma comissão para fiscalizar este processo, Alagoas não pode nem em sonho perder este investimento’, afirmou.