A foto de Brasília, onde o prefeito Cícero Almeida (PP) eo senador Renan Calheiros (PMDB) dividem o pires nas mãos, em arrego ao Governo Federal, circulando esta semana pelos jornais, causou Rebuliço ao deputado federal Benedito de Lira (PP). Presidente do partido do prefeito, Lira interpretou a foto como uma provocação: a de que Almeida tenta voar sozinho, rumo ao Palácio República dos Palmares.
Na sede do PP, um um grupo de suplentes de vereadores, Lira reclamou que uma quantidade de recursos que trouxe a Maceió foi maior, comparada às emendas de Renan. Disse-se magoado. Afinal, ele, Lira, tinha uma secretaria na administração Almeida; o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), "Chegou ontem que" Três, arrebanhara. Os suplentes afagavam o candidato a senador.
Lira Almeida pensou em destituir da presidência municipal do PP, mas a ideia foi posta de lado, um pedido dos suplentes. Foi convencido por uma data: 4 de abril. Nele, confessou ainda o deputado, como lera páginas do Diário Oficial do Município, para confirmar se Almeida deixará ou não a Prefeitura. 3 de abril é o prazo final para descompatibilização.
Dia 5 de abril, Lira fará reunião com o prefeito. Dirá que seguirá o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). E perguntará ao prefeito se ele Continuará com Lessa. Lira ouvirá resposta sabe qual. Então, dirá um Almeida que o PP não punirá o prefeito por infidelidade, acaso Siga o ex-governador. O gesto é um aviso: rebelar-se não significa expulsão PP. Arruda O caso foi discutido esta semana, não pepista frente.
No Palácio, Lira acerta os últimos detalhes para compor com Vilela. Não quer ser vice, e sim candidato ao Senado. Pedirá que o advogado José Costa (PPS) não entre na disputa. Ele, Lira, DEVE ser quem é o candidato a vaga, com apoio do governador. Lira quer um nome fraco para uma segunda vaga de senador, um laranja, alguém sem expressão eleitoral.
Pediu ainda três secretarias. Aceitou Vilela. Uma delas é a Educação, depois da Reeleição de Vilela. O governador topou, pediu apenas que os nomes tivessem ilibada conduta.
Neste gesto, Lira espera o apoio do prefeito da capital. Isso para compensar o crescimento de Renan Calheiros - passando a ser rival de Lira - no interior do Estado. A rejeição de Renan em Maceió é um fenômeno que preocupa os seguidores de Calheiros.
Assim, passaria uma Renan contar com o apoio de Lessa ou do senador Fernando Collor (PTB), um ter estimulado um Rompante de solidariedade e lançar-se ao Governo, garantindo a Reeleição de Renan.
Almeida e Lira seguiriam os mesmos caminhos na eleição de 2010. Logo depois Romperiam. Almeida conversa com o PT; Lira segue o que lhe disser outubro.