Pelo andar da carruagem, as eleições suplementares em Neópolis tende a se encaminhar pela Lei da resistência. Aquele que tiver mais fôlego, chegará mais “rápido” ao dia D, seja ele qual for, e com certeza será o novo prefeito da cidade.
A população vive dias de intensa expectativa em função da divisão entre os partidários dos candidatos, o que tem deixado um clima tenso no ar, justificado pelo calor das paixões que envolvem o eleitorado da cidade do frevo.
É de se admirar a garra dessa gente que sai de casa todas as noites para assistir ao bate-papo, (comício), esteja a noite estiada ou chovendo torrencialmente, o desafio é vencido pela espontaneidade dos eleitores de todas as idades, que demonstrando verdadeiro apego – paixão – pelo candidato saem às ruas cantando e dançando as músicas do seu lado preferido. Notadamente podemos discernir tratar-se de uma cidade atípica, singular e ímpar, mesmo sendo redundante para poder explicar este pensamento. Neópolis é pequena, enladeirada, e por ser sergipana, com tendências politizadas pelas suas histórias de luta desde a sua fundação, quando expulsou os estrangeiros ali chegados. E hoje a explicação para tanta disposição em busca da eleição é disputa que está jogo: a razão ou a emoção?
A emoção leva um grupo de pessoas a defenderem ao candidato apontado pelo seu tio, o ex-prefeito Carlinhos, que mesmo tendo sido cassado pela justiça eleitoral continua dando as cartas para os desavisados ou aqueles que se beneficiaram na famosa lista dos CC’s. esta afirmativa da nossa redação é embasada nas informações que obtivemos em Neópolis, de forma extra oficial, mas anunciadas aos quatro cantos por um panfleto e reforçadas por algumas pessoas conhecedoras de causa do assunto. Caso não fosse verdade o próprio Carlinhos já deveria ter entrado na justiça proibindo a divulgação das mesmas. Como quem mente perde a credibilidade, o grupo de Carlinhos atribui a suspensão ao candidato Amintas, muito embora todo mundo saiba que foi justiça!
Também é de conhecimento público as razões pelas quais a justiça cassou o mandato do ex-prefeito baseada em provas incontestes, todas encontradas no interior do carro de Carlinhos logo após as eleições, provas estas que nada mais nada menos, beneficiava aos seus parentes mais próximos como, pai, irmã, cunhado, sobrinho, (leia-se o candidato a prefeito), compadre entre ouros, todos eles disponibilizados na internet, no site do TRE-SE, em meio ao processo da cassação e no acórdão Nº 128/2009 de forma sintetizada.
Pela razão, também baseado nas informações que colhemos da população neopolitana e na busca de fundamentarmos consultamos aos órgãos competentes obtendo respostas positivas ou negativas. E é por essa linha de observação que ao ouvirmos algumas denúncias contra o nome de Amintas Diniz, fomos aos órgãos públicos e ao checarmos as informações nada encontramos contra o mesmo. Isto é um fato e uma constatação, e como em campanha as agressões são uma constante, cabe a quem faz a imprensa investigar e noticiar. Portanto as denúncias contra Carlinhos só não ler as provas do TRE, do Cartório Eleitoral de Neópolis, e na internet órgão por órgão, quem for cego, não podemos fazer diferente a não ser mostrar o que é fato!
Na análise entre os nomes de Amintas e de Marcelo, este o verdadeiro candidato da coligação a resposta do povo, encontramos um distanciamento abismal entre o que Amintas representa na história da cidade e a inexpressividade de Marcelo, apenas um jovem nascido no município, sem nunca ter se quer sido líder estudantil, inspetor de quarteirão ou coisa parecida. É uma campanha inexplicável, pois nunca foi candidato a vereador, a vice-prefeito ou prefeito. Um mero desconhecido carregado no colo do tio, que nem se quer pode servir de exemplo, pois quem cassado por corrupção deveria mesmo era estar preso e cumprindo pena. Quem rouba a dignidade das crianças em fase escolar destrói gerações, quem destrói gerações cria apenas e tão somente os bolsões de miséria, os analfabetos funcionais e as massas de manobras.
Esta é a realidade das candidaturas neopolitanas, agora cabe ao povo escolher o quer e o melhor para a cidade. A nós, cabe-nos apenas informar, e isto nós estamos fazendo.