Caso Correios: onde a política chegou acabou, destruiu

Quando o poder partidário substitui a gestão pública, o prejuízo deixa de ser político e passa a ser social

Caso Correios: onde a política chegou acabou, destruiu

O Caso Correios não é apenas mais um escândalo administrativo; é o retrato fiel do que acontece quando a política, em sua pior forma, atravessa a porta das instituições públicas. Onde ela chegou, não organizou, não fortaleceu, não modernizou. Acabou. Destruiu.

Uma empresa criada para servir ao país, integrar territórios e garantir direitos básicos foi transformada em trincheira de interesses partidários. Cargos passaram a valer mais que competência, acordos mais que resultados, lealdades políticas mais que a missão pública. O resultado foi previsível: ineficiência, prejuízos, descrédito e abandono da população que depende do serviço.

O Caso Correios revela que o problema não está na política como instrumento de representação, mas na sua captura por projetos de poder que tratam o Estado como espólio eleitoral. Quando a gestão é loteada, a técnica é sufocada. Quando a máquina serve ao partido, deixa de servir ao povo.

Não há exceção histórica: onde a política chegou sem limites, sem ética e sem responsabilidade, ela não construiu — corroeu. Destruiu reputações, comprometeu serviços e ampliou a desconfiança do cidadão em tudo que é público.

O episódio dos Correios é um alerta permanente. Enquanto a política continuar sendo exercida como ocupação e não como missão, tudo o que tocar estará condenado ao mesmo destino: o esvaziamento, a falência moral e a ruína institucional.

Creditos: Professor Raul Rodrigues