Venezuelana queimada pede pena máxima para Maduro
06/01/2026, 06:13:40Contexto da Manifestação
Durante uma manifestação em frente ao tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, onde o ditador deposto Nicolás Maduro e a esposa Cilia Flores prestaram depoimento nesta segunda-feira (5), uma mulher venezuelana carregava cartazes apoiando Donald Trump e pedindo e defendendo a prisão de Maduro \"pelo maior tempo possível\". Ela estava entre dezenas de manifestantes que se reuniram em frente ao tribunal, enquanto Maduro se declarava inocente das acusações de narcoterrorismo, após sua captura pelas forças militares norte-americanas, no último sábado (3).
Ferimentos e Reivindicações
Segundo publicação do New York Post, a mulher contou que ficou desfigurada após forças militares venezuelanas jogarem água fervente sobre ela durante um protesto antigovernamental em Caracas, em 2021. Ela se identificou à imprensa apenas como Carmen, porque disse que ainda tem família na Venezuela e teme por sua segurança. Disse ainda ter imigrado para os Estados Unidos, vinda de Caracas, pouco depois de ter sido ferida.
\"Estou aqui hoje pedindo que sua sentença seja a mais longa possível — a pena máxima\", disse a mulher, que trabalha em um centro comunitário em New Rochelle. Mostrando uma foto no celular, na qual aparece gravemente queimada após o ataque de 2021, Carmen disse que foi \"torturada\" pelo regime de Maduro simplesmente por exercer sua liberdade de expressão. \"Eles jogaram água fervente em mim. Foi por causa dos protestos. Não me foi permitida a liberdade de expressão\", disse.
Confronto de Ideias
Carmen se opôs ao pequeno grupo de manifestantes de esquerda que se reuniram em frente ao tribunal para protestar contra a prisão de Maduro ordenada por Donald Trump. \"O que eles pensam é completamente oposto ao que Maduro representa. Ele é um assassino, um criminoso. Eles não entenderiam. Eles nunca entenderão o que é passar fome ou ir a um hospital e não receber ajuda\", disse. Ela acrescentou: \"Eles podem estar protestando aqui e nada lhes acontecerá. Na Venezuela, seriam oprimidos, alvejados.\"