Entenda o granizo e seus impactos na população

Entenda o granizo e seus impactos na população

O que é granizo e por que acontece?


Fenômeno meteorológico pode provocar grandes danos tanto em áreas urbanas quanto rurais, além de representar riscos para a segurança da população.


Granizo é um fenômeno meteorológico associado a tempestades intensas e ocorre de forma repentina com grande potencial destrutivo. Em certas ocasiões, basta alguns minutos para que a queda das pedras de gelo provoque danos significativos tanto em áreas urbanas quanto rurais, além de representar riscos para a segurança da população.


Como o granizo se forma?


O granizo se origina de nuvens de grande extensão vertical, chamadas de Cumulonimbus, típicas de tempestades intensas. Essas nuvens possuem temperaturas abaixo de zero em sua parte superior, o que proporciona a formação de bolas ou pedras de gelo.


Dentro da nuvem, o granizo surge a partir de gotículas de água super-resfriada. Essas partículas começam a congelar e, ao caírem pela ação da gravidade, são empurradas novamente para o topo da nuvem por fortes correntes ascendentes de ar.


A cada novo ciclo entre as camadas superior e inferior, mais água super-resfriada se acumula ao redor do núcleo de gelo, formando várias camadas congeladas. Esse processo se repete até que as pedras de granizo se tornam grandes e pesadas demais para serem sustentadas pelas correntes de ar, momento em que caem em terra.


Devido à maneira como o granizo se forma, ele apresenta uma estrutura interna em camadas, semelhante às de uma cebola.


De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), são considerados granizo aqueles que possuem um diâmetro de cinco milímetros ou mais. Já os pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo, bolas de neve ou granizo mole.


Quando ocorre?


As tempestades de granizo são mais frequentes durante a primavera e no verão, quando o calor intenso e a alta umidade favorecem a formação das nuvens Cumulonimbus. Áreas com forte instabilidade atmosférica e grande contraste térmico tendem a registrar episódios mais severos. Apesar de ser um fenômeno localizado, o granizo pode atingir áreas densamente povoadas, ampliando os prejuízos e os riscos à população.


Danos causados pelo granizo


Segundo a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, o granizo pode provocar danos significativos, especialmente à agricultura. No Brasil, as culturas de frutas de clima temperado, como maçã, pêra, pêssego, kiwi, e a fumicultura, são as mais vulneráveis ao impacto das pedras de gelo.


Entre os principais danos materiais, se destaca a destruição de telhados, especialmente os feitos de telhas de amianto ou barro, além dos prejuízos para os fruticultores. Outros impactos podem incluir congestionamentos no trânsito devido ao acúmulo de gelo nas ruas, queda de árvores, destelhamentos, alagamentos, danos às redes elétricas, amassamento de latarias e quebra de vidros de veículos.


O que fazer durante uma chuva de granizo?


A recomendação da Defesa Civil é: se abrigar da chuva torrencial que pode acompanhar o granizo e causar inundações; evitar buscar abrigo debaixo de árvores, pois há risco de quedas; não se abrigar em coberturas metálicas frágeis; não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda, já que esses itens ficam vulneráveis a ventos fortes; evitar engarrafamentos em ruas e avenidas que foram afetadas pela chuva de granizo.


Como agir ao identificar riscos de desabamento de construções e telhados?


Caso sejam identificados riscos de desabamento, o indicado é: avisar aos vizinhos sobre o perigo, principalmente em áreas de risco; comunicar ao Corpo de Bombeiros e à Defesa Civil sobre qualquer situação de risco iminente; caso haja moradores em áreas de risco, eles devem ser incentivados a sair de casa durante as chuvas; trabalhar em conjunto com a comunidade para elaborar um plano de evacuação.


Áreas de risco


Segundo a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, as pessoas que residem em áreas de risco devem elaborar, juntamente com seus vizinhos, um plano de evacuação, que inclua um sistema de alarme. Caso a localidade ainda não conte com um plano de evacuação, é recomendado que os moradores entrem em contato com o Prefeito e o Coordenador de Defesa Civil da cidade para buscar a implementação de uma medida adequada.