PF adia depoimentos sobre compra do banco Master pelo BRB

PF adia depoimentos sobre compra do banco Master pelo BRB

A suspensão dos depoimentos

A Polícia Federal (PF) adiou três depoimentos previstos no inquérito do caso Master. As oitivas estavam programadas para a manhã do dia 27 de janeiro de 2026 na sala de audiência do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após um pedido das defesas, que alegaram falta de acesso aos autos.

O que permanece confirmado

Das audiências inicialmente agendadas, apenas o depoimento do ex-diretor do Banco Master, Luiz Antônio Bull, foi mantido. Ele será ouvido por meio de conferência de vídeo. As oitivas dos ex-sócios ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Lima, assim como a do ex-superintendente de Operações Financeiras do BRB, Robério Mangueira, ainda não possuem nova data marcada.

Implicações das oitivas

A fase de depoimentos é crucial, pois poderá determinar se o caso continuará na Suprema Corte ou se retornará à Justiça Federal de primeira instância.

Sobre o caso

O inquérito, que está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, investiga crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, relacionados à tentativa frustrada de compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A PF identificou esquemas que envolvem ativos inflacionados de forma artificial, supostamente utilizando laranjas e transações entre partes relacionadas, afetando cerca de 1,6 milhão de clientes e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Reações oficiais

O Portal iG tentou contato com o STF para obter informações sobre a nova previsão para os depoimentos, mas o órgão se limitou a afirmar que "o gabinete não passou detalhes". A PF, por sua vez, declarou que "não se manifesta sobre eventuais tomadas de depoimentos".