Caiado anuncia saída do União Brasil e busca novo partido
28/01/2026, 22:00:17Caiado deixa o União Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou nesta terça-feira, 27, que já comunicou ao União Brasil sua intenção de deixar o partido. Ele informou estar negociando sua filiação a outras siglas com o objetivo de se candidatar à Presidência da República. Caiado revelou que a decisão foi informada à cúpula do partido e que se tornou uma situação irreversível.
Motivações para a saída
Em entrevista à rádio Nova Brasil, Caiado alertou: "Eu já informei o presidente do partido, o Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo, irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar". O governador mencionou que a conversa sobre a possível saída do sua legenda atual já vinha sendo discutida desde o final do ano, mas que chegou ao limite.
Próximos passos
Ele não revelou quais partidos estão em pauta, mas assegurou que as conversas estão em andamento e uma definição deve ocorrer em breve. "Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias", disse Caiado.
Cenário eleitoral
A movimentação do governador se dá em um ambiente onde ele aparece nas pesquisas atrás do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em 21 de janeiro, Lula possui 49% das intenções de voto em um possível segundo turno contra Caiado, que soma 39%. Outros 13% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Estratégia para a direita
Caiado destacou a importância da pulverização de candidaturas entre os candidatos de direita como uma estratégia eficaz contra o PT. Ele acredita que a concentração em um único nome beneficiaria o governo. "Com o PT no poder, é um processo duro, que não tem limite e tenta ganhar a eleição a qualquer custo. Se houver apenas um candidato, ele terá dificuldade de chegar até outubro", afirmou.
Além disto, o governador ressaltou que não há garantias de que um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá automaticamente uma vantagem na eleição. "Uma coisa é ele ser candidato, outra é indicar alguém. Não existe transferência total", ressaltou, afirmando ainda que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.