Turma da Rolinha celebra 27 anos e resgata o frevo
28/01/2026, 22:02:23O surgimento do bloco
Fundado em 6 de fevereiro de 1999, na orla da Pajuçara, o bloco Turma da Rolinha nasceu da iniciativa de um grupo de amigos apaixonados pelo frevo. O presidente do bloco, Ivonilton Mendonça, explica que o surgimento da Turma da Rolinha aconteceu em um momento em que o frevo vinha perdendo espaço nas ruas da capital alagoana.
O impacto da mudança no calendário
Atualmente, a Turma da Rolinha é filiada à Liga Carnavalesca de Maceió e desfila duas semanas antes do Carnaval. Caminhando para completar três décadas de história, o bloco se destaca como um dos principais símbolos de resistência do frevo no pré-carnaval de Maceió.
“Era uma época em que muitas pessoas tinham migrado para o axé, que surgia com muita força, com os grandes blocos e trios elétricos,” relembra Ivonilton. A ideia inicial era simples: reunir amigos e familiares com cerca de seis músicos para sair pela areia da praia, tentando atrair mais foliões ao longo do percurso.
A evolução do bloco
Com o tempo, outros entusiastas do movimento se juntaram ao grupo e o bloco começou a ganhar forma. “Um amigo disse que patrocinava as camisas, outro se responsabilizou pela orquestra, outro pela kombi com alto-falante. Saímos da areia e fomos para o asfalto,” contou Ivonilton. Essa transição foi importante para a popularidade do bloco.
A mudança pós-pandemia
O bloco Turma da Rolinha mudou seu calendário após a pandemia em acordo com o bloco Pinto da Madrugada, a Prefeitura de Maceió e outros órgãos. Essa alteração teve como objetivo dar mais espaço a cada bloco e ampliar as opções para foliões e turistas na orla da cidade. “Quem quiser dançar axé tem sua opção, mas quem quiser frevo é com a Turma da Rolinha,” destacou Ivonilton.
O significado do nome
O nome do bloco carrega um significado especial, segundo Ivonilton. A escolha é uma homenagem ao seu pai, um grande carnavalesco que o ensinou a amar o frevo, além de referir-se à infância e aos pássaros que faziam parte do cotidiano familiar, como a rolinha fogo-apagou. “É uma lembrança de um tempo gostoso da infância e do meu pai. A rolinha traz a identidade do Nordeste e também essa mistura da brincadeira com a coisa séria, que é o espírito do Carnaval,” afirmou.
O futuro da Turma da Rolinha
Para Ivonilton, a Turma da Rolinha já se consolidou como um patrimônio do pré-carnaval de Maceió e deve continuar por muitos anos. “Tenho certeza de que o bloco não vai acabar tão cedo. Ele é importante para a cidade, para o nosso povo, movimenta a economia, ajuda vendedores, atrai turistas e, para nós, é o prazer de fazer o que a gente gosta,” disse.