Reescrevendo a história de tantas quantas eleições em Penedo sem mudar a verdade

Entre memória política, identidade penedense e a permanência da vontade popular

Reescrevendo a história de tantas quantas eleições em Penedo sem mudar a verdade

Desde 1978 voto, sempre em Penedo. Acompanhei de perto todas as eleições desde muito jovem, sempre atento e opinativo. E dizer que “cada eleição é uma história” não está errado. Porém, isso não significou, em tempo algum, uma virada de resultado. Cada dia é uma história, e nem por isso representa uma mudança radical.

As eleições, em si, representam e sempre representaram o momento dos políticos e da população. Alcides Andrade e Raimundo Marinho nunca deixaram de ter votos, mesmo havendo intervalos próximos de 20 anos entre seus mandatos. Dr. Alcides governou nos períodos de 1951 a 1956 e de 1973 a 1976; já Dr. Raimundo Marinho esteve à frente do Executivo entre 1961 e 1966, 1970 e 1973, e de 1977 a 1982. As eleições têm histórias diferentes, contudo com resultados representativos da vontade do povo.

Após esse quadro histórico-político, vivemos uma nova era marcada pela alternância entre Alexandre Toledo e Március Beltrão, de 1996 a 2020, interrompida pela chegada de Ronaldo Lopes ao Poder Executivo penedense, repetindo-se no período de 2024 a 2028. Reabriu-se, assim, a escada da Prefeitura para penedenses de nascimento, deixando para trás o visitante que o povo, respeitosamente, escolheu para prefeito, mas com quem, doravante, aprendeu a diferença entre nascer em Penedo e não ter aqui suas raízes.

O poder das mídias também tem contribuído para uma nova forma de fazer política, desmascarando a politicagem. Isso incomoda e dói — e dói muito. Abre feridas cujo tamanho da dor só a língua consegue revelar. Vociferar nunca deu bons frutos na política.

O grande desafio dos ex-aliados e/ou adversários do momento é tentar convencer a maioria da população penedense de que o melhor caminho é votar em forasteiros ou visitantes indigestos. Pensar pequeno é diretamente proporcional à mente que assim pensa.

     

Creditos: Professor Raul Rodrigues