Exonerações na PM de SP Marcam Retirada de Aliados de Derrite
07/02/2026, 13:32:48Entenda as Novas Mudanças na Cúpula da PM de São Paulo
(FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), promoveu significativas alterações na cúpula da Polícia Militar, resultando na exoneração de aliados do ex-secretário da Segurança, Guilherme Derrite. Entre os principais atingidos estão os coronéis Pedro Luís de Souza Lopes, responsável pela inteligência, e Fabio Sérgio do Amaral, da Corregedoria. Essa movimentação foi antecipada pela Folha de S. Paulo na quarta-feira (4) e faz parte de uma estratégia mais ampla de afastar os colaboradores de Derrite do governo.
Segundo informações do Diário Oficial, a substituição de Fábio Sérgio foi para o CPI-7, um comando localizado na região de Sorocaba, que é terra de Derrite. O coronel Alex dos Reis Asaka, anteriormente baseado na zona leste da capital, assumiu o cargo. Da mesma forma, Pedro Luís foi designado para o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano), enquanto o coronel Caio Marcos de Oliveira, previamente alocado no próprio comando metropolitano, ocupa seu lugar. Caio é reconhecido como um dos melhores quadros na área de inteligência da Polícia Militar.
A mudança na estrutura também afetou o coronel Paulo Sérgio de Melo, que liderava a APMSSP (Assessoria Policial Militar). Ele foi realocado para a escola de sargentos, uma função considerada de menor prestigio. Alessandro Gregorim Silva foi nomeado para assumir a assessoria PM. Rogerio Nery Machado, que atuava como comandante na região da Baixada Santista (CPI-6), foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, sinalizando um movimento mais generalizado para despachar aliados de Derrite para lugares de menor influência.
O comando dessa reestruturação está nas mãos do secretário-executivo Henguel Ricardo Pereira, um coronel da reserva que já ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil. Sob instruções de Tarcísio, Henguel recebeu a missão de conduzir as mudanças conforme considerar necessário. Ele teria instruído o comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, sobre as trocas, que foram discutidas previamente com os oficiais impactados.
A gestão atual busca evitar os erros cometidos durante a administração de Derrite em fevereiro de 2024, quando 34 coronéis foram removidos em um movimento considerado brusco. Muitos dos afetados foram notificados pela primeira vez sobre suas exonerações através do Diário Oficial. Neste momento, há grandes expectativas sobre a saída do delegado-geral Artur José Dian, que tem expressado interesse em se candidatar a um cargo eletivo. Há possibilidade de que sua saída ocorra antes do término do prazo necessário para afastamento.
Três delegados estão cotados para assumir seu lugar: Júlio Gustavo Vieira Guebert, Emygdio Machado Neto e Ivalda Aleixo, a atual chefe do DHPP (Homicídios). A administração de Tarcísio afirmou repetidamente que "todas as movimentações e promoções na gestão das forças de segurança de São Paulo seguem critérios estritamente técnicos e visam aprimorar a atuação policial no Estado, com foco no combate ao crime organizado e na proteção das pessoas".