Lula alerta sobre eleições: 'não tem mais Lulinha paz e amor'
08/02/2026, 18:06:32Discurso contundente de Lula
No último sábado (7), durante as comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez afirmações impactantes sobre a próxima disputa eleitoral. Em um pronunciamento que fugiu do tradicional tom conciliador, Lula declarou que a eleição será uma "guerra política" e que "não tem essa mais de Lulinha paz e amor".
Tom combativo
O presidente enfatizou a necessidade de preparar um discurso político forte, afirmando: "Nós vamos ter que construir o discurso político, que ainda não está pronto, mas vai ter que ser preparado. Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem". Essa afirmação deixa claro que Lula pretende adotar uma postura mais agressiva nas interações políticas ao longo de 2026.
Defesa nas redes sociais
Lula também motivou seus correligionários a defenderem o governo nas redes sociais, mencionando os perigos desse ambiente, que, segundo ele, traz mais "mal do que bem". Ele ressalta que não há espaço para ilusões sobre a vitória: "Se depender do que nós fizemos comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições, mas não é isso que vai decidir".
Cobranças e críticas
No discurso, o presidente criticou a condução do partido no Congresso Nacional e a necessidade de as alianças se estenderem além da esquerda. Uma das críticas centrais foi sobre o apoio do PT a um volume significativo de emendas no orçamento deste ano, em que ressaltou a constatação de que "a política apodreceu".
Construindo alianças
Em busca de fortalecer a posição do PT, Lula destacou que o partido deve se aproximar de diferentes segmentos da sociedade, como o público evangélico. Uma das mensagens principais foi: "O partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar".
Preparação para o futuro
O presidente reforçou a importância das alianças: "Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições". Ele estava acompanhado por figuras importantes, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e diversos parlamentares e movimentos sociais aliados, demonstrando a força e a união do partido para os desafios futuros.