O Brasil e sua margem de manobra internacional

O Brasil e sua margem de manobra internacional

A margem de manobra do Brasil

Entre Washington e Pequim, o Brasil busca equilíbrio, autonomia e pragmatismo em um sistema internacional cada vez mais polarizado.

Parece certo que as disputas entre Washington e Pequim vão permear a inserção internacional de todos os demais atores do sistema mundial. Pelo poder financeiro, militar, comercial e diplomático das duas potências, não é possível pensar em um cenário em que se passe incólume as potenciais desavenças entre os dois centros de poder. E nesse contexto, a margem de manobra do Brasil é reduzida. O equilíbrio da nossa diplomacia significa um futuro mais tranquilo para nós e sem fortes condicionantes para o futuro do país. Essa reacomodação se fará necessária para Brasília, mas parece estar em curso como um algodão entre cristais.

Mesmo assim, podemos ter oportunidade de liderança em nichos da agenda internacional como o meio ambiente, por exemplo, e os direitos humanos e das minorias étnicas. Em todos esses casos, o Brasil desponta como um dos atores com potencial de promover uma estratégia própria, ainda que fatalmente influenciado pelas condições sistêmicas do momento.

Temos adotado uma postura na política externa de pragmatismo responsável e com valores éticos e morais. E assim devemos continuar, pelo menos neste Governo. Essa estratégia nos permitiu não fechar portas aos diferentes parceiros. A manutenção de boas relações com todos os nossos melhores interlocutores tem sido a tônica da política externa brasileira.

Neste ano, começamos bem com os Estados Unidos, com a União Europeia, com a Ásia e na América Latina. As próximas viagens presidenciais aos Estados Unidos, Ásia, América Latina e Europa demonstram que seguimos na direção certa para defender da melhor maneira possível os nossos interesses nacionais.