Dias Toffoli e o micro-ondas da marca Master
12/02/2026, 08:46:59Segue o texto corrigido e lapidado, mantendo o tom crítico e metafórico:
O Supremo Tribunal Federal – STF – vive um dos seus piores momentos neste século XXI em razão de uma decisão tomada por um único ministro, Dias Toffoli, que se arvora — como numa embarcação — a dar voz de comando para “parar de remar”, impedindo que os demais pares se reúnam para contê-lo em decisões monocráticas relacionadas ao caso Banco Master.
Ao STF resta uma única providência para evitar o pior: retirar das mãos de Dias Toffoli qualquer tipo de interferência nas apurações do escândalo do Banco Master, apontado como o maior rombo financeiro da economia brasileira em termos de valores considerados podres e numerário contabilizado.
O ministro Dias Toffoli encontra-se, por regra moral e prudencial, “impedido” de participar das apurações, diante do envolvimento de familiares seus no bojo das investigações.
Caso a Suprema Corte venha a ser omissa — seja por intermédio de seu presidente, ministro Edson Fachin, ao não afastar Toffoli das apurações, seja por inércia do colegiado, que deveria ouvir todos os ministros — o “micro-ondas” da marca Master poderá fritar quem está dentro e também queimar quem, até agora, se encontra fora.
Ressalte-se que, desde 2010, o Supremo Tribunal Federal vem recorrendo com frequência a decisões monocráticas — proferidas por um único ministro — completando 15 anos dessa prática. As decisões monocráticas já poderiam, inclusive, debutar.
Enquanto isso, o país envelhece sob a sombra da desconfiança na credibilidade do STF.