O que não é Carnaval é política. Já para Joãozinho Trinta, política é Carnaval

Conflitos de opiniões entre quem perde e não aceita a derrota.

O que não é Carnaval é política. Já para Joãozinho Trinta, política é Carnaval

Apropriadamente para o momento, discutir os limites da manifestação popular durante o Carnaval é descer do pedestal da democracia para a politização e a judicialização motivadas por querelas de dor de cotovelo.

Nos anos de 1990, a Beija‑Flor de Nilópolis cantou e decantou, na Sapucaí, a deplorável desigualdade social no Brasil, enaltecendo os pés no chão, os descamisados e malvestidos, ladeando imagens marcantes dos “quase moradores de rua”, da fome e da perseguição por meio do preconceito.

Como se referia ao povo abandonado pelos poderes públicos, nada havia de errado naquela manifestação, fosse ela ou não realizada em ano eleitoral, ainda que com conotação política, ao chamar a atenção para o descaso com os pobres, como ocorreu com o Cristo Proibido no Carnaval de 1989, idealizado por Joãozinho Trinta.

Clique no LInl a seguir quem tiver Instagram e assista a parte do desfile e o momento polêmico da censura prévia contra a exaltação das verades https://www.instagram.com/reel/DEnAgbnR9Zf/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

Em 2026, sem a presença de Joãozinho Trinta, outra escola de samba, a Acadêmicos de Niterói, exalta o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Lula — como o único eleito para governar o país por três vezes e, respeite-se ou não, o único presidente que deu vez e voz aos pobres, por meio de programas de governo direcionados aos que menos têm.

A chaga da miséria no Brasil não será resolvida de uma hora para outra; isso demanda tempo. Contudo, é preciso dar o primeiro passo para que não se crie um abismo social capaz de provocar a erupção de uma maioria esmagadora com fome, sede e sem teto. Isso poderia ser o catalisador de uma guerra civil, ainda que desarmada.

Assista clicando no Link a seguir a outras imagens das polêmcicas no Carnaval do Rio na mesma Sapucaí de sempre por se voltar os olhos às verdades  https://www.tiktok.com/@doseutempo/video/7477772554887810359?is_from_webapp=1&sender_device=pc

Portanto, se o Carnaval deixar de ser o palco das ilusões e da realidade vivida pelo povo brasileiro, no que mais poderia se transformar? Em uma utopia representativa das classes mais abastadas e dominantes? Estas não precisam de palco: já vivem nos palácios de suas melhores moradias e, em Brasília, nos apartamentos funcionais dos senhores políticos.

Creditos: Professor Raul Rodrigues