Todo poder corrompe; e quanto mais demora mais corrompe, tanto quanto a sua perda enlouquece
21/02/2026, 07:31:19Se criticar aos erros é até bom para apontar para as soluções. Governo Paralelo. Mas cegar aos que se faz de bom, também é passar do limite brudencial. Isso termina feitiço virando contra o feiticeiro.
Quando se ouve ou se vê por aí um político fora do mandato esbravejando contra outro que está no poder, saiba: isso é, via de regra, consequência da corrupção antes praticada. E quanto mais longa foi a permanência no poder, mais profunda pode ter sido a corrupção da passagem. Ao perder o mando — e o outro tipo de poder, o vício —, entra em abstinência e enlouquece.
E, se tiver um veículo de comunicação nas mãos, a coisa piora: todos os que não são seus aliados passam a ser tratados como podridão, ingratos; defeitos que não possuem lhes são atribuídos gratuitamente, numa tentativa de desconstruir até mesmo um passado dentro da normalidade.
A abstinência do poder pode levar a prisões domiciliares ou à “Papudinha”, a ações judiciais por calúnia e difamação, com decisões condenatórias contra os autores do destempero — uma verdadeira travessia pela Divina Comédia, de Dante Alighieri, saindo do Inferno, passando pelo Purgatório, na tentativa de retornar ao Céu do poder.
Doidos também têm seguidores, afinal, o mundo — para o bem e para o mal — também pertence aos malucos.