Júri de Policiais Por Morte de Gritzbach Será Em Junho
23/02/2026, 22:00:42Júri de PMs réus por morte de Gritzbach será em junho
Três policiais militares acusados de envolvimento no assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos, devem ser julgados em júri popular em junho deste ano, informou o Tribunal de Justiça de São Paulo.
O julgamento está marcado para os dias 22 a 26 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. Além de Gritzbach, os agentes são responsabilizados pela morte de um motorista de aplicativo que passava pelo local durante os disparos, assim como pelo ferimento de outras duas pessoas.
Os policiais investigados são: Fernando Genauro, Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues. Segundo as investigações, os três teriam atuado diretamente na execução do crime. O cabo Denis Martins e o soldado Ruan Rodrigues foram denunciados pelo Ministério Público por utilizarem fuzis no assassinato de Gritzbach. O tenente Fernando Genauro é acusado de transportar a dupla até o local do crime e auxiliá-la na fuga.
O advogado Claudio Dalledone Júnior, que defende os três policiais, declarou à Agência Brasil que "a defesa seguiu a determinação judicial para indicar as testemunhas que deseja que sejam ouvidas em plenário".
Além dos policiais, outras três pessoas foram indiciadas e permanecem foragidas: Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como “Cigarreira”, líder do PCC e suposto mandante do homicídio; Diego dos Santos Amaral, apelidado de “Didi”, também apontado como líder do PCC e mandante; Kauê do Amaral Coelho, que teria atuado como informante, monitorando Gritzbach e repassando informações aos executores.
Investigação aponta vingança como motivação
Pouco antes de ser assassinado, Gritzbach havia firmado um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo, no qual revelou nomes de integrantes do PCC e indicou possíveis casos de corrupção envolvendo policiais.
A investigação conduzida pela Polícia Civil foi concluída em março do ano passado, com o indiciamento de seis pessoas. O inquérito aponta que o homicídio teve motivação de vingança e também está ligado à ordem de Gritzbach para matar dois aliados de líderes do grupo criminoso na Região Metropolitana de São Paulo.