JHC de cima a baixo: ou cresce ou desaparece

Ao falar-se em vice de JHC sendo de Arapiraca. A lembrança de Calheiros é indigesta, o que pode virar seu prato de vingança em 2026. Se ele ainda lembra como perdeu para GB, como diz Paulo Ricardo "de repente as coisas mudam de lugar e quem perdeu pode ganhar"

JHC de cima a baixo: ou cresce ou desaparece

Depois dos escândalos que afetam diretamente o governo do presidente Lula e das brechas abertas pelas fissuras causadas, a partir de agora, em Brasília — o que pode corroborar uma possível traição do prefeito de Maceió, JHC, diante do acordo por uma vaga no STJ entre as partes — é possível que:

JHC alie-se ao deputado federal Arthur Lira para a formação de uma chapa visando ao governo de Alagoas em 4 de outubro, puxando para compor o bloco partidário o também deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça como segundo voto, o que representa risco para todos os lados, deixando Davi Davino para vice-governador e estruturando, assim, as majoritárias.

Há, porém, quem pense em Maria Cândida — esposa de JHC — como candidata ao Senado, o que configuraria outra chapa forte, sem riscos imediatos para ambos os lados. A disputa ficaria, então, concentrada na composição do grupo dos Calheiros.

Aposta da Megaeleição.

Se tudo der certo, JHC irá para o topo da política alagoana — “para cima”, como define o título da matéria.
Se tudo der errado, seguirá para a segunda parte do título: “para baixo, na boquinha da garrafa”, como anuncia a música.

Em termos de estrutura de campanha, não se pode comparar com a rede federal e estadual de RC, RF e MV. Será um jantar de lagosta ao molho do desgosto para ambos os lados, caso as vitórias sejam apenas parciais. Quem vencer as majoritárias sem possuir o “corpo da lagosta” — ou seja, sem base parlamentar sólida — amargará o risco permanente de impeachment ao longo de todo o mandato.

Creditos: Professor Raul Rodrigues