As encruzilhadas que a política constrói, nenhum humano destrói

E o anão de circo, o pequeno espião, vivia dizer "casa garantida". Em outra eleição, um deputado federal sonhou com o senado e ao desistir feriu sua reeleição que sangra nas urnas até hoje e pode perder o mandto.

As encruzilhadas que a política constrói, nenhum humano destrói

Na política atual, o traço mais marcante é o poder econômico, que transforma um mero desconhecido no nome mais aceito dentro de um partido ao qual jamais se filiou e no “melhor” candidato para o momento — segundo os olhos esbugalhados pelo bolso do pré-candidato.

De simples desconhecido, o marketing das redes sociais o converte em bom pai, bom esposo, excelente amigo e o mais bem-intencionado representante do povo, mesmo sem nunca ter passado por um sindicato para defender servidores ou sequer assistido a uma sessão da Câmara de Vereadores de sua cidade. É o protótipo nascido em berço de ouro, com sobrenome pronto para decolar.

João Lira tinha todos esses “penduricalhos” e perdeu a eleição que era dada como a mais certa em Alagoas. E olhe que estava situado no centro do partido, ladeado por deputados estaduais e por figuras que garantiam vitória antecipada. Ainda assim, a derrota veio, custou investigações de todo tipo e não resultou em nada.

E veja que João Lira vinha da Câmara Federal — a Casa do Salão Verde, em Brasília — com o “certificado do ensino infantil” da política, já com admissão para o fundamental maior. Contudo, foi enxergado pelos homens de preto do parlamento estadual como inexperiente para comandar o Estado. Os recursos e os votos volatilizaram-se como acetona ao ar.

A encruzilhada da política tem dessas ironias: dorme-se eleito e acorda-se cabo eleitoral.

Creditos: Professor Raul Rodrigues