Irã anuncia ataque ao gabinete de Netanyahu e tensão cresce

Irã anuncia ataque ao gabinete de Netanyahu e tensão cresce

Um novo conflito no Oriente Médio

O governo iraniano anunciou, na manhã desta segunda-feira (2), um suposto ataque ao gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. As informações são da agência de notícias AFP. Até o momento, Israel não se pronunciou sobre o possível bombardeio. Segundo a AFP, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou um ataque em Tel Aviv, que teria como alvo também a sede do comandante da força aérea israelense. Conforme comunicado divulgado pelo exército da República Islâmica, os novos ataques teriam como alvos instalações do governo e centros militares em Haifa e Jerusalém Oriental.

Sem negociações com os EUA

O principal oficial de segurança iraniano, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Irã não negociará com os Estados Unidos, diferentemente do que havia sido fortemente divulgado pelo presidente Donald Trump. "Não negociaremos com os Estados Unidos", disse o representante iraniano, na Rede X (antigo Twitter).

Alianças contra o Irã

O governo alemão considera se juntar à campanha dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, caso o regime não cesse os ataques a países da região em meio ao conflito. Representantes do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e membros da Comissão de Relações Exteriores do Bundestag alegaram à Rádio do Exército de Israel que uma possível ação militar conjunta com os EUA já está em andamento. No último domingo (1), França, Alemanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta condenando os ataques do Irã na região, alertando que estão prontos para defender seus interesses e dos aliados no Golfo, se necessário, tomando "medidas defensivas".

Consequências trágicas de ataques

Segundo informações de Ali Farhadi, porta-voz do Ministério da Educação iraniano, à agência de notícias Irna, até o momento, cerca de 153 crianças morreram devido ao ataque de míssil que atingiu a escola primária Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, que era composta somente por alunas meninas, com idade de 7 a 12 anos. Na hora do bombardeio, as crianças estavam em sala de aula, e foram contabilizados mais de 100 mortos, sendo ao menos 80 alunas da escola, que fica na província de Hormozgan.

A morte do aiatolá e suas implicações

A mídia estatal do Irã confirmou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto no sábado (28), após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o país do Oriente Médio. A televisão estatal iraniana e a agência de notícias Irna divulgaram apenas a morte de Khamenei, de 86 anos, sem apresentar detalhes sobre a causa. O assassinato gera incertezas sobre o futuro da República Islâmica e amplia o risco de instabilidade em toda a região do Oriente Médio. Após os ataques ao Irã, Donald Trump afirmou em uma de suas redes sociais que o aiatolá Ali Khamenei morreu após os bombardeios, declarando que "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto".