Diferenças entre os Navios Cruzador e Destroyer

Diferenças entre os Navios Cruzador e Destroyer

Entendendo as Embarcações de Combate

Embora ambos sejam embarcações de combate, cumprem funções distintas com diferenças de tamanho, armamento e papel estratégico no mar. Dentro de uma força naval, diferentes tipos de navios são projetados para cumprir missões específicas. Entre os mais conhecidos estão os cruzadores e os destroyers, chamados de contratorpedeiros na Marinha do Brasil. Embora ambos sejam navios de combate, cada um possui características próprias e atua de forma distinta no mar.

Cruzadores

O cruzador é considerado um navio de combate de grande velocidade, com proteção moderada, grande raio de ação e boa mobilidade. Seu armamento costuma ser composto por peças de calibre médio com capacidade de tiro rápido, o que permite atuar em diversas frentes operacionais.

Por conta dessas características, esse tipo de embarcação é utilizado em missões variadas, como explorações, cobertura de forças navais, escolta de comboios, contra-ataques contra navios de superfície, guerra de corso e bombardeio de áreas costeiras.

Segundo o Poder Naval, em junho de 1976 o Brasil descomissionou o Tamandaré, último cruzador em operação no país. Durante o período em que esteve a serviço da Marinha brasileira, o navio percorreu cerca de 220 mil milhas náuticas, realizou viagens por quatro continentes e ficou conhecido por apresentar um excelente histórico de segurança ao longo de sua trajetória.

Destroyers (Contratorpedeiros)

Já o destroyer, conhecido no Brasil como contratorpedeiro, também é um navio de combate veloz e altamente móvel, porém com tamanho moderado e praticamente sem proteção estrutural. Seu armamento principal costuma ser formado por torpedos e cargas de profundidade.

Essas características fazem com que o destroyer seja empregado principalmente em operações de guerra antissubmarina, atuando na detecção e combate a submarinos inimigos. O último contratorpedeiro da Marinha do Brasil foi o CTE Mariz e Barros (D-26), da classe Gearing (ex-USS Brinkley Bass - D 887). Ele foi incorporado em 1973 e descomissionado em 1997. A embarcação serviu por 28 anos na Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy). Posteriormente, permaneceu por mais 24 anos em operação na Marinha do Brasil, somando cerca de 51 anos de serviço.

O Mariz e Barros ficou marcado como o último contratorpedeiro clássico da Segunda Guerra Mundial ainda em atividade. Com o passar do tempo, esse tipo de navio foi sendo gradualmente substituído por embarcações mais modernas, como as fragatas, que passaram a assumir diversas funções antes desempenhadas pelos contratorpedeiros.

Atualmente, entre os navios mais modernos da frota brasileira está a Fragata Tamandaré (F200), parte do programa de renovação da esquadra da Marinha do Brasil.

Participação Brasileira em Conflitos

Navios com essas características fizeram parte da participação brasileira na Primeira Guerra Mundial por meio da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). Entre as embarcações que integraram a força estavam os cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul. A divisão também contou com os contratorpedeiros Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina. Outro navio que fez parte da esquadra foi o cruzador auxiliar Belmonte. A composição da DNOG reunia diferentes tipos de embarcações justamente para permitir o cumprimento de diversas funções no mar, combinando capacidade de ataque, escolta e apoio às operações navais. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil também utilizou contratorpedeiros e cruzadores em suas operações navais. Embora grande parte da frota brasileira estivesse considerada obsoleta no início do conflito, diversas embarcações passaram por processos de modernização ao longo da guerra.