Mandante do assassinato do jovem Rian é condenado
14/03/2026, 18:06:19
Condenação de Wolkmar dos Santos Júnior
Wolkmar dos Santos Júnior foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por ser apontado como autor intelectual do assassinato de Rian Venâncio da Silva, que tinha apenas 18 anos. A decisão foi tomada após 13 horas de julgamento, marcado por intensos debates entre a acusação e a defesa.
O Julgamento
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. O promotor de Justiça Frederico Monteiro, responsável pelo caso, sustentou que o conjunto de provas e depoimentos foi suficiente para demonstrar o envolvimento do réu no crime. Durante o julgamento, a defesa apresentou quatro advogados e o réu negou sua participação no assassinato. Contudo, surgiram contradições entre os depoimentos apresentados por testemunhas e suspeitos.
Contradições nos Depoimentos
Em um dos interrogatórios, Jason declarou que Eduardo, apontado como executor do crime, teria enterrado a arma utilizada no homicídio. Segundo ele, a arma foi desenterrada por um homem conhecido como “Pezão”, que a guardou em sua casa. Durante a acareação, os envolvidos tentaram responsabilizar uns aos outros. O Ministério Público alegou que todos tiveram participação no assassinato de Rian, que era descrito como um jovem de 18 anos morto de forma violenta.
Motivação do Crime
Wolkmar Júnior alegou que o crime foi articulado por seu padrinho, identificado como “Vavá”, que teria interesses pessoais por trás do ato. A acusação, por outro lado, apontou ciúmes como a verdadeira motivação para o crime. Ele não aceitava o término do relacionamento com a ex-namorada e o fato dela ter iniciado um novo romance com Rian. A ex-namorada da vítima e do réu denunciou que Wolkmar era agressivo e possessivo.
A Perspectiva do Promotor de Justiça
Após a sentença, o promotor Frederico Monteiro comentou sobre o desfecho do julgamento. "Encerramos mais um júri, por sinal, muito difícil, já tínhamos o executor sendo absolvido na comarca de Viçosa, mas graças a Deus nossa sustentação apontou um mosaico de informações e conseguimos convencer o conselho de sentença. Chegamos à condenação do senhor Wolkmar Santos mantendo as duas qualificadoras que foram por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e podemos, dessa forma, aliviar a dor da família", destacou o promotor.
A Decisão do Juiz
Na sentença, o juiz Geraldo Amorim enfatizou que o réu já havia ameaçado e perseguido a vítima antes do crime. A conclusão foi de que Wolkmar comprou a arma utilizada no homicídio dias antes do ato, o que indica premeditação.
