2026: o ano das eleições do Vale Tudo!
18/03/2026, 16:32:08Como política e justiça são irmâs gêmeas a depender dos interesses, em briga nas urnas, o melhor caminho ainda é o acordo. Melhor que a derrota.

Se analisarmos as eleições de 4 de outubro deste ano, logo poderemos enxergar — ver, ouvir e transmitir a mensagem ao cérebro — que, para os políticos, o que vale é o mandato. O resto fica para o povo.
Em Alagoas, JHC é a noiva mais desejada por quem já lhe atirou pedradas em forma de palavras em frente ao seu apartamento na orla de Maceió. Quem te viu, quem te vê. Isso também se aplica à relação de tapas e beijos com outro desafeto das campanhas para prefeito. Mas, para vencer, tudo vale a pena.
No Paraná, Moro já sinaliza acordo com Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente da República, a quem chamou de protetor de bandido por ser seu filho — o próprio Flávio Bolsonaro. Sérgio Moro não desceu do pedestal; ele se jogou ao chão em busca de votos para governador.
Em Sergipe, Flávio Mitidieri, envolvido no caso Banco Master, pode mais uma vez conquistar o governo ao enfrentar uma fera ferida — Walmir de Itabaiana — que a Justiça já sabe como conter, diante das marcas deixadas pela campanha passada no bolso, na alma e no coração. O que, mais uma vez, pode levar o mais votado a retornar ao bar dos derrotados.
Em Pernambuco, as famílias se movimentam. Lira (que namora com o PT de Lula) exala cheiro de entendimento pela governabilidade — um governo de coalizão. Enquanto isso, aguardam os descendentes de Miguel Arraes: os Campos. Eduardo Campos (neto) foi governador de Pernambuco por dois mandatos (2007–2014) e candidato à Presidência, falecendo em 2014. Ana Arraes (filha) foi deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). Marília Arraes (neta), filha de Marcos Arraes, foi vereadora, deputada federal e candidata ao governo de Pernambuco. João Campos (bisneto), filho de Eduardo Campos, é o atual prefeito do Recife, consolidando a continuidade da família na política. Pedro Campos (bisneto), também filho de Eduardo Campos, foi eleito deputado federal. Luísa Arraes (neta), filha de Guel Arraes, é atriz reconhecida. Antônio Campos (neto), filho de Ana Arraes, é advogado, escritor e atuante na política de Olinda.
E, pelo restante do país, o “lulapetismo” ainda precisa ajustar as contas, buscando candidatos que, unidos, lhe garantam vitórias — elegendo aliados e “deselegendo” desafetos, como fez com Heloísa Helena (AL), Arthur Virgílio (AM), Mão Santa (PI), Tasso Jereissati (CE), e por aí vai.
