Morre Robert Mueller, ex-chefe do FBI aos 81 anos

Morre Robert Mueller, ex-chefe do FBI aos 81 anos

Procurador liderou apuração sobre ingerência de Moscou no pleito dos EUA e teve papel central em um dos casos mais sensíveis da política recente

Robert Mueller, ex-diretor do FBI e responsável por conduzir a investigação sobre a interferência russa nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, morreu na sexta-feira (20), aos 81 anos. A informação foi divulgada pela emissora MSNBC.

Nomeado procurador especial, Mueller liderou uma das apurações mais delicadas da política americana contemporânea. O relatório final, divulgado em 2019, concluiu que não havia evidências suficientes de que o então presidente Donald Trump ou integrantes de sua campanha tenham conspirado diretamente com o governo russo para influenciar o resultado eleitoral.

Apesar disso, o documento levantou dúvidas sobre possíveis tentativas de obstrução de Justiça. Em um dos trechos mais citados, Mueller afirmou que, caso houvesse convicção de que o presidente não cometeu irregularidades, isso teria sido declarado de forma clara, o que não ocorreu.

A decisão de não apresentar acusação formal gerou críticas, sobretudo entre democratas e especialistas em direito, que consideraram as evidências reunidas suficientemente preocupantes. Na época, Trump reagiu afirmando que havia sido completamente inocentado e celebrou o resultado nas redes sociais.

Diferentemente de James Comey, que ocupou o mesmo cargo e foi demitido por Trump, Mueller não sofreu retaliações diretas durante o governo republicano.

Nascido em Nova York, em 7 de agosto de 1944, Mueller comandou o FBI entre 2001 e 2013, período que incluiu os desdobramentos dos ataques de 11 de setembro. Filiado ao Partido Republicano, ele também serviu como fuzileiro naval na Guerra do Vietnã.

Antes de assumir a chefia da agência, teve carreira consolidada como procurador federal, atuando em casos de grande repercussão, como os processos contra o ex-líder panamenho Manuel Noriega e o mafioso nova-iorquino John Gotti.

Nos últimos anos, Mueller vivia afastado da vida pública. Em agosto de 2025, familiares revelaram que ele havia sido diagnosticado com Doença de Parkinson em 2021. A condição foi apontada como motivo para sua ausência em uma audiência no Congresso relacionada ao caso Epstein.

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