Chefe da Secretaria da Mulher denuncia assédio em Brasília

Chefe da Secretaria da Mulher denuncia assédio em Brasília

A denúncia de Lara Omena

A chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Mulher, Lara Omena, publicou um vídeo nas redes sociais denunciando ter sofrido perseguição e assédio durante uma viagem a trabalho em um hotel de Brasília. O suspeito foi identificado pelo hotel, mas não teve o nome divulgado. De acordo com a vítima, o assédio aconteceu após um café da manhã, quando estava acompanhada da titular da pasta, a secretária Marília Albuquerque.

O episódio de assédio

A chefe de gabinete relatou que o incidente ocorreu no momento em que ela tentou fechar a porta do quarto, sendo impedida pelo homem. Segundo ela, o suspeito forçou a porta para entrar no quarto e parou apenas após a intervenção de Marília Albuquerque.

“A única coisa que eu consegui fazer foi tremer. Eu estava praticamente implorando para o homem sair da minha porta. Ele não aceitou eu falar que não queria dar o meu telefone e conhecê-lo, e ficou grudado na porta, fazendo pressão para eu não fechar. Aí ela [Marília] disse que ia chamar a polícia, que isso era assédio”, desabafou Lara Omena.

A reação do suspeito

A vítima informou ainda que, ao ser confrontado, o suspeito afirmou que estava hospedado no mesmo andar e que “não estava querendo problema”, mas que, se elas quisessem problema, iriam conseguir.

A denúncia

Lara Omena contou que, após o ocorrido, ela, a amiga e a ex-sogra, que também estava hospedada no hotel, denunciaram o caso à administração do estabelecimento. Uma atendente informou que o suspeito era um hóspede e que havia deixado o local.

Como Lara voltou para Maceió no mesmo dia do assédio, optou por registrar um Boletim de Ocorrência ao chegar à capital. Mesmo tendo ouvido relatos frequentes sobre situações semelhantes, ela não soube como reagir no momento. “Quando eu escutava os relatos de algumas mulheres que chegaram a ser importunadas, eu pensava: ‘Um negócio desse comigo? Oxe, eu quebro um cara desse no cacete’. Eu achava que seria essa mulher. Mas eu fui uma lesma, uma ameba, eu não consegui nem falar alto. A única coisa que eu conseguia fazer era implorar que aquele homem saísse da minha porta. Eu não sei o que seria de mim se a Marília não estivesse no meu quarto”, destacou Lara.

A importância da denúncia

Ela ressaltou a importância de denunciar situações semelhantes e pediu que as pessoas não descredibilizem casos desse tipo. A Polícia Civil de Alagoas está em contato com a Polícia Civil de Brasília para investigar o caso.

A Secretaria de Estado da Mulher (Semu) também se manifestou, lamentando o ato e classificando-o como “covarde”. O órgão repudiou a ação do homem, que “se achou no direito de assediar repetidamente uma mulher, mesmo após ser rejeitado inúmeras vezes”. Por fim, a Semu afirmou que nenhum tipo de assédio, violência ou abuso contra a mulher será tolerado e que confia na polícia para identificar e responsabilizar o suspeito.