Restando pouco mais de uma semana para as filiações partidárias, caminho é o labirinto dos Titãs

Filiação em partido errado pode custar o mandato, filiação no partido certo não garante vitória, e, escolhas exigem chapa completa para não gerar natimorto

Restando pouco mais de uma semana para as filiações partidárias, caminho é o labirinto dos Titãs

As filiações partidárias que ainda poderão ocorrer até o dia 4 de abril do corrente ano serão uma verdadeira via-crúcis para deputados estaduais, federais, senadores, governadores e candidatos à Presidência da República que desejem mudar de partido. Prefeitos e vereadores, salvo engano, permanecem impedidos pela legislação vigente, exceto em casos respaldados por decisões judiciais em conflitos entre político e partido, uma vez que o mandato pertence à legenda pela qual o candidato foi eleito.

Assim sendo, para a Presidência da República, deveremos ter Lula pelo PT, Flávio pelo PL e alguns figurantes entre os nomes ensaiados, com a baixa de Ratinho Júnior, que já desistiu da empreitada. Restam, então, Caiado, de Goiás; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Romeu Zema, de Minas Gerais; Aldo Rebelo; e Renan Santos.

Mais de 150 milhões de brasileiros(as) estão habilitados(as) a votar, e a corrida presidencial tende a ser polarizada entre Lula, do PT, e Flávio, do PL.

Já para o Senado — com duas vagas —, vários partidos tentam montar suas chapas com bons nomes, sendo, nos estados, uma das missões mais difíceis. Em Alagoas, por exemplo, figuram Renan Calheiros (MDB), JHC (ainda sem partido definido), Arthur Lira (PP), Alfredo Gaspar (União Brasil, por enquanto) e Davi Filho (também aguardando definição) quanto à confirmação de candidatura e ao partido pelo qual disputarão.

Para a Câmara Federal, Alagoas tem mais um abacaxi para descascar, pois JHC e Arthur Lira pretendem lançar familiares para compor a lista de candidatos, inclusive os chamados “escadas”.

O mesmo ocorre para deputado estadual, quadro em que apenas o MDB já apresenta maior organização. O partido dispõe de nomes para governador, vice, senador, além de candidatos a deputado federal e estadual, inclusive com sobra para ambas as disputas.

Portanto, na terra dos marechais, não é apenas a filiação partidária que ainda está à deriva: as escolhas dos nomes para as chapas majoritárias — governador, vice-governador e senador — ainda carecem de ajustes, e não são pequenos.

Creditos: Professor Raul Rodrigues