Reprodução simulada da morte da PM Gisele
28/03/2026, 05:04:44
Reprodução Simulada da Morte da PM Gisele
A toalha usada pelo tenente-coronel Geraldo foi periciada e revelou positivo para sangue. Também foi realizada a análise da altura em que a arma estava posicionada. Após contradições no depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite e divergências com os laudos da perícia, um documento obtido pelo iG mostra, em detalhes, como foi feita uma simulação dos fatos para auxiliar nas investigações sobre como a soldado Gisele teria morrido. O procedimento contou com a participação dos socorristas que atenderam à ocorrência no apartamento, além de considerar a versão apresentada pelo tenente-coronel.
Simulação da Versão dos Socorristas
Ao chegarem ao andar do apartamento, os socorristas encontraram Geraldo sentado no corredor, com as mãos no celular e em ligação. Três deles entraram no apartamento e, ao visualizar a cena, onde um corpo feminino jazia no chão da sala, com uma toalha em volta e uma pistola na mão direita, imobilizada sobre a coxa, um deles registrou o ocorrido com fotos. Após isso, iniciaram os primeiros socorros, enquanto outros profissionais, em busca de oxigênio, se mobilizavam para salvar Gisele.
Versão do Tenente-Coronel Geraldo Leite
Geraldo relatou que, ao acordar, foi até a suíte de Gisele e tiveram uma conversa que culminou em um desentendimento. Em seguida, ele foi tomar banho, quando ouviu um barulho e, ao verificar, encontrou Gisele caída com uma poça de sangue ao redor. Sem saber que ação tomar, ele acionou os serviços de emergência, alegando que sua esposa havia se ferido.
Após disparos de troca de informações e nova simulação a respeito do ocorrido, ficou claro que o corpo de Gisele e a posição da arma levantaram muitas questões que precisavam ser investigadas mais a fundo. O sargento Rodrigues fez uma simulação reconhecendo o local e a altura da pistola, que foi colocada em um local que era de difícil acesso para Gisele, dada sua estatura de 1,65m.
Investigação Sobre a Toalha Usada
A toalha utilizada por Geraldo foi coletada e periciada, apresentando reações químicas que indicaram a presença de sangue nos dois lados. Essa evidência, somada às simulações realizadas, traz importantes pistas para a investigação do trágico evento envolvendo a soldado Gisele. Além disso, a simulação foi crucial para elucidar a altura em que a arma foi guardada e se havia possibilidade de ela alcançar aquele local.
Esses e outros detalhes ainda deverão ser considerados nas investigações e podem levar a novas conclusões sobre o caso.
