Determinadas aparições políticas fazem parte do risco

Em política dos atuais, tudo deve muito bem pensado antes. Depois da exposição todas as imagens são mostradas com as suas fissuras

Determinadas aparições políticas fazem parte do risco

Uma das falas mais defendidas pelos bolsonaristas nas eleições de 2022 para presidente da República era a de que as motociatas com Bolsonaro eram imensas, incomparáveis aos encontros de Lula em reuniões — tamanhos diferentes com resultados invertidos.

Quando Lula realizava comícios na Paulista ou no Rio de Janeiro, os institutos de pesquisa indicavam números parelhos ou até maioria dos “vermelhos”. Ainda assim, bolsonaristas diziam: “institutos das universidades...” — e a desconfiança caiu por terra na abertura das urnas.

Esse tema é muito controverso e, por isso mesmo, prefiro me amparar nas palavras de Waldemar da Costa Neto, que, passadas as eleições, disse e continua dizendo publicamente que o instituto de pesquisa contratado pela frente de apoio a Bolsonaro já avisava: “Lula só cresce!”; “A eleição está determinada em favor de Lula”.

Amparo-me nessa constatação, evidenciada em 2022, para refletir que determinadas exposições antecipadas podem ser determinantes para que o cheiro de derrota se espalhe no ar, levando o eleitor — bicho sagaz — a procurar novos rumos.

Reuniões em que o espaço permite comparações podem determinar um fiasco ou fracasso antecipado.

É o tamanho do penhasco de onde se pode cair

Creditos: Professor Raul Rodrigues