O Caso do Motorista e o Paradoxo do Túnel
O motorista de aplicativo Luan Silva passou por uma situação inusitada e que gerou sua indignação, após o carro que dirigia quebrar próximo ao Túnel Marcello Alencar, no Rio de Janeiro. Ao acionar a seguradora, ele foi informado que o reboque privado não pode por lei passar pelo túnel, enquanto a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), órgão responsável pela fiscalização do trânsito, diz que só pode remover veículos que estejam dentro do túnel. O Vídeo e a Viralização do Caso
Como o carro quebrou antes do túnel, o motorista estava parado sem saber como tirar o veículo do local. Indignado, Luan gravou um vídeo relatando o paradoxo. O caso aconteceu no dia 12 de março e viralizou; quase um mês depois, continua repercutindo nas redes sociais, com cerca de 2 milhões de visualizações. No vídeo, Luan conta que o veículo parou por volta das 5h, quando o motorista levava um passageiro ao Aeroporto do Galeão. Às 6h, Luan continuava encostado na via, correndo risco de sofrer um acidente. O túnel conecta a região central do Rio à Avenida Brasil e também à Ponte Rio-Niterói. Buscando Soluções
Ainda no vídeo, ele questiona como poderia resolver a situação, já que a lei não permitia a passagem do reboque do seguro. A pedido dos leitores que comentaram sobre a situação de Luan Silva no Youtube do iG, a reportagem conversou com o motorista, que detalhou o desfecho da história. Para prestar assistência a Luan, a seguradora enviou um reboque menor, de uma empresa terceirizada. O socorro ainda demorou um pouco mais, segundo ele, porque o veículo da empresa estava distante. A Sinalização e as Ações da CET-Rio
Enquanto isso, um funcionário da CET-Rio assumiu a sinalização do veículo parado na via, para evitar acidentes. "Acionei o seguro e me informaram que não podia passar reboque pelo túnel. Isso está na lei. E lei não dá pra discutir. Mas, quando liguei para a CET-Rio, quem me atendeu falou que não podia me ajudar, que não tinha o que fazer. Com certeza a revolta fica com a falta de comunicação e falta de assistência da CET-Rio naquele primeiro momento." Luan Silva, motorista. A Nota da CET-Rio
Em nota enviada ao iG, a CET-Rio, informou que o segundo reboque da seguradora do motorista fez a remoção do veículo. A CET-Rio mantém operação contínua, 24 horas, com reboques atuando nas vias expressas, como Avenida Brasil e Linha Vermelha, para desobstrução de via e apoio a motoristas visando a segurança e a fluidez do trânsito. Veículos utilizados na remoção de automóveis para garantir a segurança e a fluidez na via são liberados na via. O segundo reboque da seguradora do motorista fez a remoção do veículo.