Resgate de Bolivianos em Oficinas de Grifes Brasileiras
03/04/2026, 12:01:52
Resgate de Bolivianos em Oficinas de Grifes Brasileiras
Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgataram 16 bolivianos, entre eles uma adolescente, em oficinas de costura em Minas Gerais, das grifes brasileiras Anne Fernandes e Lore, em condições análogas à escravidão. As informações são do site Repórter Brasil. Segundo o veículo, as inspeções foram feitas entre agosto e setembro de 2025. Nos locais, os auditores encontraram notas fiscais que apontam que os trabalhadores recebiam entre R$ 20 e R$ 80 pelas peças confeccionadas. No site das marcas, algumas roupas são vendidas por R$ 12 mil.
O que aconteceu Durante a fiscalização, o MTE encontrou uma estrutura precária, com oficinas abafadas, sem ventilação ou banheiros adequados. Além disso, os trabalhadores eram submetidos a uma carga horária de mais de 12 horas diárias. Os auditores também constatam que as instalações elétricas estavam irregulares, o que colocava os trabalhadores em risco. Nos espaços, em Betim e Contagem, os auditores do trabalho encontraram fichas técnicas das marcas com orientações para a produção das peças. No relatório, aponta-se que as grifes: "Terceirizam a costura para estabelecimentos fabris inidôneos economicamente, instalados precariamente em imóveis residenciais degradados (…) beneficiando-se de mão de obra informal de trabalhadores migrantes aliciados em regiões empobrecidas de países fronteiriços e em condição de vulnerabilidade extrema".
Relatório do MTE A Anne Fernandes e a Lore foram autuadas, mas recorreram junto ao MTE. Nas redes sociais, as marcas não se manifestaram sobre o assunto, mas desativaram os comentários das postagens. Uma delas anunciou o lançamento da nova coleção. Contudo, ao Repórter Brasil, as grifes salientaram que mantinham um contrato de natureza estritamente mercantil. A Lagoa Mundau, empresa responsável pela marca Anne Fernandes, salientou que o contrato com a oficina foi rompido logo após a fiscalização do MTE. A Lore também afirmou que houve rompimento imediato dos contratos com as oficinas.
Conclusão: É imprescindível que as autoridades continuem a fiscalização para coibir práticas trabalhistas abusivas. A situação dos trabalhadores precisa ser prioridade e ações efetivas devem ser realizadas para garantir seus direitos.
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