Poema aos 390 anos de Penedo
12/04/2026, 11:39:02Inspiração não é algo tão comum que surja assim de repente; e não pode vir de quem amor pela terra não sente; pois Penedo não é tão somente bela que não pinte uma aquarela; quando buscamos traduzi-la com palavras em versos em tela.

Ao sobreviver tanto tempo
Entre arruado, vila e cidade, passado e presente
Sempre entre Sol, chuvas com as marcas até do vento
Mantêm-se viva e altaneira, sob ar puro e inocente
Por dentro das suas ruas, segue em hiatos
Mostrando-se histórica e mui bela
Pula de tempos em tempos, sob sapatos altos
Qual donzela à espera da sua antiga janela
Do abrir em Sol ardente
Da beira do rio Velho Chico
Expondo a igreja da Corrente
Um dos marcos do seu sítio
Entre becos e estreitas ruas
Entre passados, futuro e presente
Mostra-se de fé nua e crua, as suas culturas
Parte inteira da nossa da nossa gente
Não havemos de tão pura e inocente
Aceitarmos mãos incandescentes
De quem a comanda entre bons a doentes
Que mancham os ruins, nossa história reluzente
Penedo vai Penedo vem, Penedo fique
Entre as mãos da nossa gente
Para não padecer ou ficar triste
Da cidade do já foi, ora tão rejuvenecente
