As voltas que a política dá nem roda gigante acompanha
13/04/2026, 21:23:06Eleições em Alagoas: alianças voláteis, rejeições elevadas e um cenário ainda em ebulição

As eleições no Brasil estão em erupção, com a disputa entre os dois primeiros colocados sendo marcada pelas maiores rejeições — caso para Freud explicar.
Em Alagoas, a cada minuto surge uma nova composição na formação das chapas majoritárias — governador e senador — com todas as possibilidades em campo. E, depois do lançamento de JHC como pré-candidato a governador, a coisa pegou fogo. Fala-se até na desistência de Renan Filho para o governo do estado, a fim de salvar a reeleição do pai. Mas apenas fala-se.
Contudo, um resumo apropriado sai do forno com as seguintes projeções:
Enfrentamento direto entre JHC e Renan Filho, com as majoritárias para o Senado sendo rachadas em forma de pizza. No estado, Renan Calheiros e Arthur Lira apertam o cerco das prefeituras, abrindo vantagem sobre os demais candidatos, com Lira podendo chegar mais forte. Em Maceió, a divisão dos votos ficaria na casa dos 33% para cada um, o que deixaria Lira e Calheiros em posição confortável. Contando, para tanto, com um prognóstico ruim para Alfredo Gaspar na aproximação com o eleitor do faz-me-rir.
Nacionalmente, Gaspar alcançou os holofotes do sucesso, mas isso não se reflete em Alagoas, terra de um eleitorado — em sua maioria — viciado em votar por “gratidão” ao político de estimação. E pelo patrulhamento que sofrerá nas mãos do ministro Flávio Dino, pelas emendas PIX que andaram sendo investigadas entre São José da Laje e o blefe — ou verdade — de Lindberg Farias e Andrea Tonin durante sessão da CPMI do INSS. Alfredo brilhou e pode acabar pagando o preço do vagalume.
Há quem acredite em uma corrente de voto espontâneo para Alfredo Gaspar, até mesmo como o mais votado, contrariando o histórico dos Calheiros e de Lira — algo que a história da política alagoana não registra com frequência.
