Ex-presidente do BRB é preso durante operação da Polícia Federal
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16). Paulo Henrique é investigado sob suspeita de permitir operações sem lastro com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e foi afastado do cargo na primeira fase da operação. Segundo a PF, a nova fase da operação cumpre, ao todo, dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e em São Paulo. Ainda conforme a nota da corporação, estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Operação Compliance Zero
A ação da Polícia Federal teve início em novembro de 2025 para investigação de emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras, com foco em gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. À época, foram executadas sete prisões, sendo cinco preventivas e duas temporárias, e cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. Nessa etapa, a operação teve como principal alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso ao tentar sair do Brasil. Em janeiro de 2026, a segunda fase da Compliance cumpriu 42 mandados de busca em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, tendo novamente como alvo Vorcaro e parentes. Além disso, o STF autorizou bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. Na terceira fase, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, autorizados pelo ministro do STF, André Mendonça. Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso novamente, além de outros alvos como Fabiano Zettel, cunhado do ex-banquero, e funcionários do Banco Central.
Caso Banco Master
O colapso do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, abriu uma série de investigações da Polícia Federal e intensificou embates entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Cerca de 800 mil clientes aguardam o reembolso de investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).