PF desarticula 180 contas de ódio e violência na internet
16/04/2026, 18:04:05
Operação Bulwark e seu impacto na segurança pública
Forças de segurança em 18 estados desmantelam grupos digitais radicais; ação conjunta resultou em prisões e derrubada de centenas de perfis na rede. Conteúdo gerado por IAA operação aconteceu em 18 estados e teve como alvo grupos que disseminam ódio nas redes. Grupos radicais que produzem e disseminam discurso de ódio na internet foram alvo de uma operação robusta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com apoio da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (16). Até o momento, 5.500 pessoas estão envolvidas nessa rede. Segundo dados do MJSP, foi realizada a moderação de 180 contas em plataformas como TikTok, Instagram, Facebook, Telegram e Discord. Batizada de Operação Bulwark, a ofensiva mobilizou polícias civis de 18 estados.
Objetivos da operação
O objetivo é desmantelar grupos que, por meio das redes sociais e aplicativos de conversas privadas, promovem não somente discursos de ódio disfarçados de opiniões, como se referir a questões de raça e orientação sexual, mas também recrutamento para ações radicais. A operação cumpriu ordens judiciais em endereços físicos e sítios digitais, como perfis nas redes sociais, aplicativos de mensagens e até servidores - 19 no total, nos seguintes estados: Centro-Oeste: Goiás (GO) e Mato Grosso (MT); Sul: Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC); Norte: Acre (AC), Amazonas (AM) e Pará (PA); Sudeste: Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP); Nordeste: Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Maranhão (MA), Pernambuco (PE), Piauí (PI) e Rio Grande do Norte (RN).
O impacto real da Operação Bulwark
O foco é em "cortar o mal pela raiz", impedindo que essas declarações e "opiniões" se tornem combustível para planos concretos, ocasionando tragédias. Segundo o MJSP, que encabeça a Operação Bulwark, a partir desse combate ao extremismo online, a justiça também vai em cima de crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes. Os números preliminares da ofensiva são: 26 mandados de busca e apreensão cumpridos; 2 prisões temporárias e 2 internações de menores de idade; 1 flagrante; 20 medidas cautelares. Segundo o Ministério da Justiça, essa última foi por motivos diversos, visando frear a ação criminosa.
Estratégias e técnicas utilizadas
O nome da operação não é à toa; "Bulwark" significa "linha de defesa", o que traduz a ação estratégica prévia da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) desempenhou o trabalho técnico da ação, fazendo o monitoramento dos ambientes de risco e identificando padrões de atuação nas redes que indicavam um perigo imediato. "Os números da Operação Bulwark mostram a capacidade do Estado de agir de forma integrada para interromper redes digitais nocivas antes que produzam consequências no mundo real", disse Chico Lucas, secretário nacional da segurança pública.
A ação integrada com as polícias civis dos estados permitiu a ramificação, abrangência e compartilhamento de informações para a freada das ações em estados alvos. Ele reforçou que a proteção dos públicos vulneráveis é o pilar central do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). As investigações vão continuar com a análise dos equipamentos e bens apreendidos. A expectativa é que as apreensões auxiliem na identificação de mais autores, núcleos e organizações que atuam na internet, por meio de redes sociais e aplicativos privados de mensagens, para disseminação de conteúdo ilegal.
