Os desafios ao poder o tornam ainda mais poderoso, porém próximo ao seu final

Quem mais usa da sua força, mais se enfrquece... pois termina mostrando as suas fragilidades pelo tamanho da força aplicada.

Os desafios ao poder o tornam ainda mais poderoso, porém próximo ao seu final

Quando um governo se vê ameaçado pelo parlamento ou pelo Judiciário em casos isolados — dois se enfrentando — o terceiro entra como mediador e, usando de sua própria força, termina por vencer a batalha.

Mas toda vitória tem seu custo-benefício, e, neste caso específico da disputa entre o parlamento brasileiro e o governo Lula, um dos dois poderá sair nocauteado — o que não será bom para nenhum deles. O Judiciário, que se encontra em meio ao fogo cruzado, também deixa de ser espectador e passa a coadjuvante, movido por seus próprios interesses. E o Executivo tem mais “bala na agulha”; o STF sabe disso.

Entretanto, ao final dessa guerra desnecessária para as partes, mas reveladora para o povo enxergar quem é quem, conclui-se que, entre mortos e feridos, ninguém sairá ganhando. Mesmo aqueles que se sintam vencedores, pois, afinal, tornam-se caçadores de si mesmos.

Por fim, com as eleições de outubro próximo, saberemos quem mais errou, porque, até agora, nenhum acertou. E vencerá quem tiver mais força e poder — ainda que, ao final, termine por perder esse mesmo poder.

Creditos: Professor Raul Rodrigues