Papa Leão XIV defende direitos humanos em prisão africana
23/04/2026, 06:04:40
Pontífice cobra dignidade a presos na Guiné Equatorial
O Papa Leão XIV visitou, nesta quarta-feira (22), uma prisão em Bata, na Guiné Equatorial, durante viagem apostólica à África. O objetivo da visita, conforme comunicado do Vaticano, foi defender a dignidade e os direitos humanos dos prisioneiros. Esta nação, considerada uma das mais repressivas da região, é governada desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, o presidente mais antigo do mundo.
A Guiné Equatorial também mantém laços estreitos com os Estados Unidos, devido às suas riquezas petrolíferas. No ano passado, o governo de Obiang fechou um acordo com o governo do então presidente Trump, para aceitar deportados de outras nacionalidades. Nas últimas semanas, Donald Trump tem utilizado as redes sociais para criticar o Papa Leão XIV em postagens ligadas à guerra no Oriente Médio.
A Anistia Internacional informa que os presos da penitenciária em Bata são mantidos por anos sem acesso a advogados adequados. Sob chuva, o Papa fez declarações e ouviu relatos de detentos no pátio.
Durante sua fala, Leão XIV pediu que fossem realizados "todos os esforços" para garantir que os prisioneiros tivessem a oportunidade de estudar e trabalhar durante o confinamento, garantindo que: "Vocês não estão sozinhos." A Guiné Equatorial, um país de língua espanhola, há muito tempo nega as acusações de abusos aos direitos humanos.
Antes do discurso do Papa, o ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo, afirmou que o país trata os prisioneiros de forma justa, segundo os padrões da ONU. Ao deixar o local, enquanto Biyogo ainda estava no palco, os detentos começaram a pular e a gritar: “Liberdade, liberdade!”.
