Malafaia denuncia perseguição política do STF durante culto
03/05/2026, 15:03:24
Malafaia se declara alvo de perseguição política
O pastor Silas Malafaia declarou neste domingo (3) ser alvo de "perseguição política" após ser oficialmente acusado no STF (Supremo Tribunal Federal) e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes durante culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), localizada na zona norte do Rio de Janeiro.
Sem mencionar nomes específicos sobre o caso, o líder religioso afirmou que não cometeu crime ao fazer críticas, que classificou como genéricas, e defendeu o que chamou de direito à liberdade de expressão. "Quando você fala genericamente, não (comete crime). Eu não citei o nome de ninguém", afirmou.
Culto com a presença de políticos
A cerimônia deste domingo contou com a participação do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), do deputado estadual Douglas Ruas (PL) e do ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que estiveram presentes e foram chamados ao altar pelo pastor.
Críticas ao inquérito das fake news
Malafaia também criticou o inquérito das fake news, atualmente em andamento no STF, chamando-o de "ilegal" e "imoral", e alegou que o procedimento foi aberto "para calar" aqueles que criticam os ministros da corte. De acordo com o pastor, há uma movida tentativa de "intimidar" e silenciar opositores.
Condições para críticas
Ao se referir a Moraes, Malafaia afirmou que, apesar de criticar o magistrado, não o odeia. Ele ainda proferiu que, se o ministro "não se arrepender", "virá justiça sobre ele em nome de Jesus".
Contexto da acusação
A declaração do pastor ocorre poucos dias após a Primeira Turma do STF torná-lo réu sob a acusação de injúria. Essa ação teve origem em uma representação feita pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, após um discurso do pastor na avenida Paulista.
Em 6 de abril de 2024, do alto de um carro de som, Malafaia afirmou: "Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição".
Parte dos ministros do STF entendeu que não havia indícios de calúnia, que envolve acusações falsas de crime. No entanto, consideraram que as declarações podem configurar ofensa à honra, levando ao recebimento da denúncia por injúria.
A decisão foi tomada por maioria, com divergências entre os ministros em relação ao enquadramento das falas feitas pelo pastor.
