Ricardo Couto nomeia Bia Pacheco e reorganiza governo do Rio
13/05/2026, 03:34:03
Reestruturação e nomeação
A nomeação de Bianca Pacheco, irmã do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Márcio Pacheco, ocorre em meio a um rearranjo político no Palácio Guanabara, promovido pelo governador em exercício Ricardo Couto. Essa movimentação parece reforçar laços entre o Executivo e a corte de contas.
Bianca Pacheco foi escolhida para liderar a nova Secretaria de Estado da Mulher e Políticas Inclusivas, parte de uma reestruturação que acontece desde o final de março. Ela já havia atuado como subsecretária na área de inclusão social e agora retorna ao governo após algumas controvérsias de nepotismo envolvendo sua família.
Movimentação política
A reestruturação no primeiro escalão do governo abriu espaço para figuras ligadas ao núcleo político do ex-governador Cláudio Castro. A escolha de Bia Pacheco é vista nos bastidores como um gesto de alinhamento entre o governo e nomes influentes do TCE. Recentemente, Ricardo Couto trouxe para a Casa Civil o procurador Flávio Willeman, ampliando a presença de pessoas ligadas ao tribunal em áreas estratégicas.
Apesar de sua experiência de cerca de duas décadas na área de inclusão, Bia Pacheco já enfrentou polêmicas. Em 2023, ela foi alvo de questionamentos sobre nomeações de familiares para cargos públicos enquanto ocupava a subsecretaria. O caso gerou apurações do Ministério Público do Rio, mas Bia retornou ao governo, agora assumindo a nova secretaria.
Criação da nova secretaria
Couto oficializou na segunda-feira a criação da Secretaria de Estado da Mulher e Políticas Inclusivas (SMPI), que reunirá as estruturas da Secretaria da Mulher e da Subsecretaria de Políticas Inclusivas. A nova pasta será comandada por Bianca, que já estava à frente da subsecretaria anterior e tinha seis programas listados, incluindo o “Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher com Deficiência e a Mulher com Dependência Química”.
No anúncio do decreto que funde as duas estruturas, o governo menciona uma “readequação do quadro de servidores em comissão”, sem especificar os termos. Recentes exonerações na Subsecretaria de Políticas Inclusivas da Casa Civil também foram noticiadas, o que levanta dúvidas sobre a real efetividade das medidas.
A nova secretaria terá como responsabilidades a gestão de contratos, convênios, cursos e iniciativas voltadas para inclusão, antes sob a responsabilidade da Casa Civil. Projetos como o “Projeto Empoderadas” e ações de acolhimento a mulheres vítimas de violência também serão geridos pela nova secretaria.
Iniciativas e mudanças no governo
A SMPI também será responsável por programas voltados às Pessoas com Deficiência (PcD) e ao Programa Trabalho Protegido na Adolescência (PTPA). As mudanças implementadas por Couto atingiram cerca de um terço do primeiro escalão do governo, afetando áreas como Saúde e Casa Civil. A reorganização se estendeu a outros setores, incluindo a Secretaria de Governo e o Gabinete de Segurança Institucional, que viram seus principais programas transferidos para a Polícia Militar.
