Trump visita a China e discute guerra no Irã e comércio
14/05/2026, 04:05:05
Donald Trump desembarcou na China para uma visita histórica, cercado por empresários e acompanhando diversas reuniões importantes. O presidente americano, que chegou ao país no Air Force One, foi recebido com honras pelo vice-presidente Han Zheng e um grupo de jovens que esperavam na chegada.
"Queria convidar vocês a entrarem em Pequim pela porta histórica - tem mais de 600 anos. Só o imperador passava por aqui. As muralhas que protegiam a cidade foram derrubadas para dar espaço à modernização. Este continua sendo o marco zero. Daqui se medem todas as distâncias das estradas da China", relata o correspondente Felipe Santana.
Durante sua passagem, Trump se destacou pela busca de novos acordos comerciais, tentando persuadir o presidente chinês Xi Jinping a comprar produtos americanos em vez dos que geralmente vêm do Brasil. Uma comissão brasileira também acompanhou a missão, com o intuito de abrir mais mercados para carne e outros produtos. O ministro da Agricultura, presente na comitiva, se reunirá com representantes chineses.
"Mas sabe qual seria o melhor resultado dessa reunião para a gente? Que eles continuassem nesse clima de rivalidade controlada. Nem que briguem — porque o caos não é bom para ninguém — mas nem que saiam daqui melhores amigos, porque senão a gente fica preterido", afirmou Santana.
Com um dia cheio de compromissos, Trump terá seis horas para discutir com seus assessores sobre a atual guerra no Oriente Médio, que impactou a programação da visita. A sua viagem à China acontece em um momento em que o país é visto como um poder crescente, diferente daquela que ele encontrou em sua primeira visita, em 2017, quando os americanos eram admirados pelos chineses.
Nos últimos anos, a relação entre EUA e China foi marcada por intensas disputas comerciais, com o ex-presidente estabelecendo tarifas altas sobre produtos chineses. Este movimento culminou em um aumento significativo das tarifas, prejudicando o comércio bilateral.
Desde então, os dois países têm tentado restabelecer um equilíbrio nas relações, com negociações contínuas para evitar uma guerra comercial total. Apesar de algumas tréguas, a rivalidade persiste, e o papel do dólar nas transações comerciais tem sido um tema central nas discussões.
“Se a pressão contra a China continuar, isso poderá resultar em mudanças significativas na política econômica global,” explicam analistas. A China, já diminuindo sua dependência do dólar, observa atentamente o cenário econômico mundial, preparando-se para um futuro onde o poder econômico pode ser redistribuído.
