Casal de SP viraliza com caçada de pelúcias em máquinas
24/05/2026, 11:51:02
Aryane de Souza, de 36 anos, e Cristiano Lenierson Jolo, de 53, são um casal de São Carlos (SP) que viralizou nas redes sociais com lives capturando pelúcias de diversos tamanhos em máquinas de shoppings. A jornada do casal começou por acaso em uma visita à Basílica de Nossa Senhora da Aparecida, em Aparecida (SP), em agosto do ano passado. Durante a pausa para o lanche, eles resolveram brincar, pela primeira vez, em máquinas e capturaram sete pelúcias pequenas em menos de 30 minutos. O resultado motivou o casal de empresários a não parar de 'caçar as pelúcias'. Uma loja com diversas máquinas abriu em um shopping na cidade onde o casal mora, o que motivou o início da publicação de vídeos das 'caças' nas redes sociais. "Com as visualizações aumentando, o pessoal começou a pedir para fazer as capturas ao vivo e aí iniciamos as lives", disse Aryane.
Como funcionam as lives?
Cristiano contou que eles começam as lives mostrando as pelúcias que estão disponíveis nas máquinas e as que estão 'mais fáceis de pegar'. Em seguida, o casal inicia a jogada para conhecer o equipamento e testar como está a pressão da garra. Os seguidores interessados nas pelúcias entram em uma fila para participar da caçada e efetuam o pagamento referente à quantidade de tentativas que os 'caçadores' terão para conquistá-la. No caso da máquina grande é R$ 10 por jogada. Já as pequenas custam aproximadamente R$ 2,50. "O jogador escolhe a quantidade de jogadas e envia o valor correspondente. Na sequência, escolhe a pelúcia e nós tentamos pegar. Em um dia, o máximo que pegamos foram 11 pelúcias na big, fora as pequenas", contou Cristiano. Após a captura, o casal envia a pelúcia para os clientes, que são de diversos lugares do Brasil e ficam responsáveis pelo pagamento do frete. Aryane contou que as mais solicitadas são as de personagens como o Stitch, Angel, Mickey, Minnie, Pokémon e Hello Kitty.
"Financeiramente não ganhamos nada. [...] O principal é a diversão. A gente joga, se diverte, conhece pessoas. Fizemos muitas amizades legais e é muito bom ver a felicidade da pessoa quando ela consegue pegar a pelúcia gigante, é gratificante. Sempre me lembra quando peguei minha primeira pelúcia gigante, é muita emoção", disse Aryane.
Apesar de não cobrarem para realizar as caças, o casal contou que ganha algumas recompensas dos seguidores nas redes sociais, e também fazem rifas para arcar com os gastos por trás das lives. "Mas não pedimos nada para jogar, a nossa satisfação é ver o seguidor conseguir a pelúcia".
As máquinas são viciadas?
Cristiano explicou que as máquinas não são viciadas, mas possuem programação. "Geralmente entre 50 e 60 jogadas sai uma pelúcia, mas tem donos de máquina que sobem para mais de 100. Aí é onde entra a técnica do pêndulo, do arrasto ou do tombo para não ter que jogar até sair a trava". Ele disse que já conseguiu pegar algumas pelúcias na primeira tentativa, tanto grandes como pequenas, mas que depende do peso. "Se for muito pesada, dificilmente vai pegar de primeira, vai precisar de mais vezes. As pelúcias mais leves têm mais chances". "Infelizmente nem sempre dá certo. Já aconteceu de não pegar a pelúcia que o seguidor queria, mas ele entendeu, o jogador sabe que às vezes é difícil. Quem acaba ficando chateado somos nós por não ter conseguido, mas o jogador entende que nem sempre dá certo", complementou.
Caçando em vários lugares
Apesar de morarem em São Carlos, os caçadores não ficam apenas na cidade e vão em busca de pelúcias e locais novos para jogar. Eles contaram que já fizeram lives em Araraquara, Santos, Santa Bárbara do Oeste, Limeira, Campinas, Pirassununga e Barretos. "Não tem uma escolha específica para isso. Aproveitamos a oportunidade, por exemplo, quando vamos para a praia, visitar um familiar em outra cidade ou às vezes levantamentos de manhã no final de semana e vamos para a região passear e nesses passeios vamos às caças", finalizou Aryane.
