Ex-assessor parlamentar é denunciado por agressão em Cuiabá
31/05/2026, 11:31:02
Parlamentar informou que exonerou servidor após tomar conhecimento das acusações. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Após a denúncia de estupro e agressão feita pela ex-esposa de 34 anos em Cuiabá, o deputado Coronel Assis determinou a exoneração imediata do assessor. A vítima relatou à Polícia Militar que foi enforcada, levou socos e sofreu ameaças de morte após discutir com o suspeito sobre assuntos relacionados aos filhos do casal. Ela também denunciou que era coagida a manter relações sexuais para ver as crianças e relatou um estupro em 2015. O caso segue sob investigação policial.
Um assessor parlamentar do deputado federal Coronel Assis (União Brasil) foi denunciado pela ex-esposa dele, de 34 anos, por estupro, lesão corporal, ameaça em Cuiabá, neste sábado (30). Em nota, o deputado informou que determinou a exoneração imediata do servidor, de 38 anos, do gabinete parlamentar. "O parlamentar esclarece que não compactua, não tolera e que repudia qualquer conduta que envolva violência contra a mulher ou qualquer outro tipo de violência", diz trecho da nota. O g1 tenta localizar a defesa do investigado. Para preservar a identidade da vítima, o nome dele não será divulgado.
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma denúncia de violência doméstica no Bairro Jardim Imperial. A vítima relatou aos policiais que foi agredida pelo ex-marido após uma discussão na casa dele. Segundo o relato registrado pela PM, a mulher participava de uma confraternização no condomínio onde mora, junto de familiares, amigos e do ex-companheiro. Depois do evento, ela foi até a casa do suspeito para tratar de assuntos relacionados aos filhos do casal. A vítima afirmou que, durante uma discussão, o ex-marido teria desferido socos, a enforcado e feito ameaças de morte. Ela também relatou que tentou acionar a polícia, mas que o suspeito tomou seus dois celulares e quebrou os aparelhos.
Ainda de acordo com o boletim, a mulher disse não possuir a guarda dos filhos e que o ex-companheiro a constrangeria a atender exigências para permitir contato com as crianças, incluindo manter relações sexuais contra a vontade dela. A vítima também declarou que teria sido estuprada pelo suspeito em 2015, quando ainda eram casados. Conforme o relato, após descobrir uma gravidez decorrente do episódio, ela teria sido pressionada por ele a interromper a gestação. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação e adoção das medidas cabíveis.
