Mulher de 37 anos indiciada por fingir ser adolescente em SC
05/06/2026, 16:15:03
A mulher que fingiu ser adolescente
A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, por estelionato e falsa identidade. A investigada confessou ter aplicado o mesmo golpe em cidades do Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará. A Justiça autorizou a realização de um exame psiquiátrico na suspeita. Amanda vivia como filha adotiva após se aproximar da família fingindo ter 18 anos e, posteriormente, alegando ter apenas 11 anos.
Detecção do golpe e investigações
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta sexta-feira (5) o inquérito sobre Amanda, que passou 14 meses vivendo em Joinville (SC). Em depoimento à polícia, a mulher confessou que, além de Joinville, ela aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a polícia investiga outros dois casos em Florianópolis e em Chapecó. Ela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça catarinense na tarde de quarta-feira (3).
Caminho judicial
O inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça. Agora, o Ministério Público de Santa Catarina decidirá se apresentará denúncia, se solicitará novas diligências ou se pedirá o arquivamento do caso. A defesa de Amanda, representada pelo advogado Rafael Luiz Siewert, informou que aguarda a realização do exame psiquiátrico, autorizado pela Justiça na última quarta-feira (3), para se manifestar "de forma mais aprofundada" sobre as conclusões do inquérito. A data deste exame ainda não foi marcada.
Informações sobre a suspeita
O advogado declarou: “Eu fiz esse pedido porque há informação nos autos de que, em um determinado momento em que ela foi presa, ela estava com 200 agulhas sobre a pele. Isso me chamou a atenção. Atrelado a isso, ela apresentava leões no corpo”. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) já havia solicitado um exame de sanidade mental da mulher em novembro de 2024, quando ela procurou atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, e profissionais identificaram agulhas dentro do corpo dela. Na época, o pedido não foi acatado.
Como Amanda se aproximou da família?
A aproximação de Amanda, que se apresentava à família sob o nome falso de Gabriele, foi sutil, mediada por um pastor de uma igreja local. Ao se apresentar, ela afirmou inicialmente ter 18 anos, experiência em panificação e que estava em busca de uma oportunidade de emprego. Com o tempo, a suspeita relatou graves problemas de saúde e dificuldades financeiras, sensibilizando a família, que decidiu acolhê-la em casa. Após ganhar a confiança dos moradores, Amanda alterou sua narrativa, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ser vítima de abusos. O casal só procurou a polícia na semana passada, após uma denúncia de um parente.
Revelação do crime
Um delegado comentou sobre o caso: "Foi uma tia não distante, mas que não convivia todo dia com ela, que nunca acreditou nessa história de que ela era menor de idade e começou a pesquisar na internet. Descobriu que houve um caso muito parecido no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi, e contou para o pai adotivo."
