PCC e CV terrorismo sim; mas sem invasão de prerrogativas
05/06/2026, 20:31:01Uma discussão com fundamentos, porém com invasão de propriedade

Na busca pela paz, desde os tempos do romano Vegécio, prevalece a máxima "Si vis pacem, para bellum", que, em tradução livre, significa que a melhor forma de garantir a estabilidade e evitar ataques é manter-se forte, preparado e disposto a defender-se. Em outras palavras: "se queres a paz, prepara-te para a guerra".
Entretanto, nos tempos da civilidade, da cordialidade e da gentileza, prevenir conflitos e manter uma nação sob a proteção da segurança pública cabe ao próprio país. Compete ao seu governo proporcionar a paz e a organização da sociedade que vive sob o manto de sua bandeira, cujo lema é "Ordem e Progresso", sem permitir, necessariamente, a invasão de seu território por soldados de outra nação. Isso representaria uma invasão de prerrogativas legais e da própria soberania nacional.
É certo que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) vêm exercendo uma espécie de governo paralelo por meio do uso da força e das armas, muitas vezes dispondo de maior poder de fogo do que as forças de segurança encarregadas do combate ao crime. Essa realidade já foi amplamente retratada pela grande imprensa nacional, especialmente nas regiões mais afetadas pela violência. E isso é um fato.
Porém, permitir que o governo de outra nação — no caso, os Estados Unidos da América, leia-se Donald Trump — intervenha em território nacional com prerrogativas para exercer ações militares acima da soberania brasileira é algo completamente diferente. Seria como permitir que um vizinho passasse a mandar dentro da sua própria casa.
Que o problema existe, ninguém tem dúvidas. Mas daí a receber ordens de um presidente estrangeiro há uma grande distância. Quando necessário, quem deseja ajudar pode oferecer logística, inteligência e cooperação, sem, para tanto, invadir territórios ou diminuir a autoridade dos verdadeiros nacionalistas e das instituições legítimas do país.
